segunda-feira, novembro 30, 2015

CONVITE



Comemorando 25 anos de edição, Graça Pires apresenta, na livraria Unicepe, no Porto, dia 4 de Dezembro, a sua mais recente obra "Uma Claridade que Cega".
Apresentação a cargo de Lídia Borges.
Contamos com a vossa presença.


(clicar na imagem para aumentar, p.f.)

sábado, setembro 26, 2015

Liberdade

Nos meus cadernos da escola
Na minha carteira nas árvores
Sobre a areia e sobre a neve
Escrevo o teu nome

Em todas as páginas lidas
Em todas as páginas em branco
Pedra sangue papel ou cinza
Escrevo o teu nome

Na selva e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
Na memória da minha infância
Escrevo o teu nome

Em cada raio da aurora
Sobre o mar e sobre os barcos
Na montanha enlouquecida
Escrevo o teu nome

Na saúde recuperada
No perigo desaparecido
Na esperança sem lembranças
Escrevo o teu nome

E pelo poder de uma palavra
a minha vida recomeça
Eu renasci para conhecer-te
Para dizer o teu nome

Liberdade

 (Liberté) de Paul Éluard
Imagem de Tomasz  Pluciennik

Moisés Rabinovici, jornalista brasileiro nos seus textos sobre o pintor pernambucano Cícero Dias alude a um acto histórico que envolve o poema Liberté de Paul Éluard e que passo a citar:

"Eu Vi Cícero Dias…
por Moisés Rabinovici

(…) Cícero Dias protagonizou uma obra histórica que lhe valeu a medalha azulada estelar da Ordem Nacional do Mérito da França, recebida das mãos do então primeiro-ministro Edouard Balladur, em 1998, na Unesco. A obra foi uma chuva do poema Liberté, de Paul Éluard, disparado por aviões ingleses sobre a Europa ocupada por tropas nazistas, em 1943. “Se os alemães me pegassem, pá!, me matavam” — então ele sorve mais um gole de uísque, empolgado com as lembranças que ainda o deixam orgulhoso. Para começar sua “missão”, ele cortou a primeira e a última palavra-chave escrita na muamba, Liberté. Era um perigo de morte, liberdade. Depois, a salvo, as reescreveria.

O poema ficou guardado dentro de uma mala na prateleira de bagagens vazia de um vagão de trem com refugiados espanhóis e portugueses. Dias sentou-se distante. Se a revistassem, não saberiam a quem pertenceria. Veio a Gestapo. Um soldado lhe pediu o passaporte. Gritou para outro, na frente: “Brasília!” Mas o devolveu. E não revistaram o maleiro. Já na Espanha, um susto: “A polícia quis saber como eu, brasileiro, tinha cruzado a fronteira”. Não havia o que discutir, só lembrar que “o Brasil não está em guerra com a Espanha”. E assim ele chegou a Lisboa, de onde a embaixada britânica despachou o poema direto para o poeta surrealista Roland Penrose, piloto da Royal Air Force, a RAF. Alguns dias depois, caía poesia das nuvens em todo o front europeu. (…)"



Fontes: pesquisa efectuada pela Internet em sites fidedignos.

terça-feira, agosto 04, 2015

ESPAÇO PARA CANTAR




Nesta aldeia
de mares imperecíveis
e sábios tristes
íntegro um pássaro do alto
entendeu por bem
atiçar o fulgor dos timbres
regressar ao cais
soltar os barcos
e partir
nas cordas vocais 
de uma guitarra

Nesta aldeia
refúgio
à flor das águas

ainda há espaço para cantar
 

Eufrázio Filipe (Mar Arável)

quarta-feira, junho 03, 2015

Momentos

Arthur Braginsky

Não é o tempo magoado 
da tua ausência

Não é o vento percorrendo 
o meu corpo solitário

Não são as palavras que sibilam baixinho
no meu pensamento

Não é o cheiro de maresia
nos meus cabelos revoltos

Não é o orvalho que sinto escorrer
pelo rosto embaciando-me o olhar.

É o tempo das manhãs claras.
Da gargalhada solta.
Das tuas mãos nas minhas.
Da tua voz sussurrante na minha boca.
Da magia que me empurra para ti.

São estes momentos que me fazem falta.



quarta-feira, maio 13, 2015

Convite


Com ilustrações de Catarina Lourenço "Olhos de Vida" é uma reflexão íntima sobre algumas das circunstâncias que germinam à nossa volta: o amor, a amizade, os problemas sociais, a doença, a fome, o petróleo (que nos conduz à guerra), a saudade, a dor, o erotismo, enfim... todos os cambiantes que, de uma forma ou outra, o ser humano passa e ultrapassa, sem dúvida, nas suas vidas.
Com chancela da Modocromia, será apresentado em Lisboa no espaço cedido gentilmente pela Inês Ramos.

 Espero por vós, dia 23 de Maio pelas 17 horas, na Rua Professor Sousa da Câmara, 156, em Campolide.

Apresentação a cargo de Zica Caldeira Cabral 


A todos o meu agradecimento.