segunda-feira, dezembro 31, 2012

A todos...



...os amigos, conhecidos ou simples visitantes, desejo um final de 2012 em alegria, saúde e fraternidade.



O Ano Novo ainda não tem pecado:
É tão criança...
Vamos embalá-lo...
Vamos todos cantar juntos em seu berço de mãos dadas,
A canção da eterna esperança.


Neste poema de Mário Quintana vai o meu desejo que 2013 seja embalado no vosso coração e se transforme num ano de esperança e paz e que possamos, juntos, fazer do Mundo um local melhor, em amor, igualdade, oportunidades…



terça-feira, dezembro 18, 2012

É tempo de Natal.


Há palavras que tocam de tal forma o meu coração que as leio como se estivessem a falar de mim.
Há palavras que sem serem poemas são Poesia.
Há palavras que englobam de tal forma sentimentos e sentires que apetece partilhá-las e f
oi o que senti ao ler o texto que vos apresento.
Natal é uma época de partilha. De afectos. De sentimentos.

A todos vós que ao longo dos anos aqui têm permanecido, o meu Obrigada
Imagem pessoal

 
 "Com todos vocês partilho ao longo de tantos dias pedaços de mim.
Com todos vocês partilho em cada dia sorrisos e afectos.
Mais um fim de ano que chega e quero expressar a minha gratidão por cada um, e a cada um de vocês.
Por cada palavra, por cada mimo e carinho, que sempre me aconchega.
Pelas canções que me embalam, as memórias que alguns de nós partilhamos, pelas palavras que trocamos, pelo mundo que juntos desejamos que nos acolha a todos.
Pela luta que nos exige firmeza e coragem, pelas gargalhadas que solto, com a loucura que me assiste, pelo brilho nos olhos com que me provocam tantas vezes.
Por tudo o que me dão, por fazermos neste espaço que é meu e vosso um laço.
Por que o meu compromisso convosco é apenas ser eu mesma, ás vezes doce, louca e outras amarga, mas sempre grata à vida com gente bonita assim.
Chega o final de um ano mais e chega também o Natal.
Celebra-se por todo o mundo católico o nascimento de Jesus, e a primeira pergunta que me assalta é a razão de celebrar tão belo exemplo de humanismo, que todo o ano, todos os dias é ofendido e atropelado no significado que Ele quis tivesse o mundo.
Porque celebrar é nascer e renascer a cada instante. É crescer desde dentro de cada um para quem nos rodeia. É estar para lá de nós. É ter a capacidade de partilhar em troca apenas de um sorriso.
Natal é tomar um espaço que é de todos e colori-lo.
Todos, sem excepção, Católicos, Agnósticos, Ateus, Budistas, Islâmicos ou Hindus, todos sem excepção celebram o Natal sempre que abrem o seu coração.
O Natal não é de ninguém, de nenhuma instituição ou poder.
Não há Natal sem gente, e somos todos nós que o construímos.
Vivemos um período histórico de grande sofrimento, de grandes desigualdades, de atropelos constantes ao nascimento de cada um, de desafios imensos à resistência, à coragem e à determinação de seguir a construção do Novo Homem, à construção de Natal.
O Natal é essa tarefa árdua de erguer vozes em nome de vozes caladas, de respeitar aqueles que vêm os seus direitos sufocados entre as mãos do ódio e da ignorância.
O Natal não tem data nem hora, não tem donos nem senhores. Natal é acima de tudo um processo livre de crescimento.
Sigamos pois a sua construção para que todos algum dia o possam celebrar."

Texto de Helena Norton

Obrigada por ele! ♥



(Clicar para abrir)

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Semente de nós

Ternura - Mãe e Filha



Cresce
no teu corpo
que já foi sementinha
dentro do meu.

Nos meus braços te embalei,
menina minha,
dona do meu coração.

Voaste, voaste,
mas no teu ninho
(braços meus)
sempre te albergaste.

Na ternura.
do amor que vos une,
a paixão frutifica e
cresce, cresce…

Um dia destes,
oh suprema alegria,
serei avó
mas serás sempre,
filha minha,
a menina do meu coração.



Dedicado à minha Filhota e ao meu querido Genro que vão fazer de mim... Avó!
Amo-te. Amo-vos.

sexta-feira, novembro 23, 2012

Fernando Pessoa

"O valor das palavras na poesia é o de nos conduzirem ao ponto onde nos esquecemos delas. O ponto onde nos esquecemos delas é onde nunca mais se pode ter repouso." (Natália Correia)
 

Não é minha opção relembrar aniversários de morte. Gosto de festejar a vida mesmo que até nem haja muito para ser festejada.

Novembro foi o mês do desaparecimento físico de Fernando Pessoa que deixou vivos, e bem vivos, os personagens que a sua mente prodigiosa criou.

Algum dia o próprio imaginaria o impacto que a sua poesia tem na conjectura da vida e das pessoas?

Quando estou triste, busco Pessoa. Quando estou alegre, busco Pessoa. Quando estou preocupada, busco Pessoa... e encontro sempre uma palavra que me conforta.

Por vezes penso que o seu conforto era ele próprio e todos os heterónimos que inventou, até aqueles que nem são tão conhecidos...

Que escreveria ele, hoje, se fosse vivo? Que escreveria do País, das pessoas e das circunstâncias subjacentes a todos os acontecimentos nacionais e internacionais?

  

"O que há em mim é sobretudo cansaço"

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos, in "Obras Completas" Fernando Pessoa,
Vol. I, págs 417/418.