É com alegria no coração que vos faço o presente convite
terça-feira, maio 15, 2012
Convite
Escrevi algures no tempo sobre Graça Pires as palavras que aqui foram reproduzidas.
É com alegria no coração que vos faço o presente convite
É com alegria no coração que vos faço o presente convite
sexta-feira, abril 27, 2012
Flor de Letras
Docemente, alinho palavras
na entretecida canção de sal e água.
Por vezes, ao seu redor
esvoaçam picos, formas de pássaros,
coloridos alinhavos sob um fogo encantado
Olho-os na voz do silêncio desfolhado.
Se por vezes sinto em acalmia a brasa,
outras, estremeço pelo vazio
gritante que clama a inconsistência,
a lenta perdição da mente
pelo deserto de inconstância desperto
que da chama nada entende
nem da verdade
Quisera ser aroma em flor de letras e,
gota a gota, elaborar a palavra em falta
quando cada verso de dor e treva
transforma em dúctil manto
essa voz de pranto e mágoa
Às vezes, vibrante, penso
silenciar o remoinho do espaço
e sorrindo docemente espalho
no fogo, o sal, a água
da eterna estrada em cascata
Poema de Fátima Fernandes (Amita) in "Transparência de Ser"
na entretecida canção de sal e água.
Por vezes, ao seu redor
esvoaçam picos, formas de pássaros,
coloridos alinhavos sob um fogo encantado
Olho-os na voz do silêncio desfolhado.
Se por vezes sinto em acalmia a brasa,
outras, estremeço pelo vazio
gritante que clama a inconsistência,
a lenta perdição da mente
pelo deserto de inconstância desperto
que da chama nada entende
nem da verdade
Quisera ser aroma em flor de letras e,
gota a gota, elaborar a palavra em falta
quando cada verso de dor e treva
transforma em dúctil manto
essa voz de pranto e mágoa
Às vezes, vibrante, penso
silenciar o remoinho do espaço
e sorrindo docemente espalho
no fogo, o sal, a água
da eterna estrada em cascata
Poema de Fátima Fernandes (Amita) in "Transparência de Ser"
quarta-feira, abril 25, 2012
25 de Abril (Sempre!)
Num só dia os deuses assinalaram
o ciclo de negrume e crueldade
que se expandia na pátria. E pararam
tudo o que, sendo inverdade,
feria fundamente todos quanto
da terra não mais queriam que a paz.
E num momento tudo foi espanto
do que pode construir-se e se perfaz
quando pelas ruas a alegria vem à luta
e o novo dá lugar ao que era velho.
Foi esse dia não mais do que vermelho
e deuses fomos na bênção absoluta
em que a exaltação de um foi a de mil
por todo o júbilo que nos trouxe Abril.
inédito - de, © Amadeu Baptista
sábado, abril 07, 2012
Esta Páscoa...
...resolvi partilhar algo de diferente e por isso socorri-me do querido Amigo José-António Moreira para vos oferecer Vinicius de Moraes
(desligar p. f. a música do blogue para ouvir o vídeo)
“E rezo a estrela, a pedra, a flor acesa
A urze dos montes,
As claras fontes,
A aurora da alegria, o poente da tristeza.
E nas preces que eu rezo, com fervor,
Deus revive e liberta-se da Cruz.
E a Deus regressa a terra, a pedra, a flor,
A luz...”
(excerto)
de, Teixeira de Pascoaes
sábado, março 24, 2012
... e porque é Primavera
Pintura de Duy Huynh
Reinvenção
Reinvenção
A vida só é possível
reinventada.
Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... - mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.
Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.
Não te encontro, não te alcanço...
Só - no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só - na treva,
fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.
Poema de Cecília Meireles,
in, "Vaga Música" a págs 195/196
(1983)
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