sábado, junho 10, 2006

Prece a dois...

Porque há momentos e palavras que têem que ser partilhados. Estes foram deixados num comentário. Partilho-os…

Óleo de Svetlana Valueva
Deixa que regresse, a passos mansos...
Atravesse este roseiral, esquecido dos tempos!
Onde apenas os espinhos, trincados na nossa pele,
Sobrevivem, persistem! Magoam...
E encontra-te depois, e agradece!

Como rosa lenta e suave, o puro milagre do reencontro!
Que perdure na minha pele, o teu cheiro, o teu mel!
O tempo, de uma vida não chega... Quero mais....
Deixa que regresse, e nesta, a que vivemos,
te acaricie, te beije, uma e outra vez, horas sem conta...
Que lhe impeça a velhice... de nós tomar conta!

Deixa sobre ti, pelo menos num só momento,
Abrirem as mãos, soltarem-se amarras...
Nas mãos de ti!
E vive!
Um rasgo de horizonte sem céu – sem tempo..
Puro sentimento...Alquimia, Magia, Ternura.
Que não haja regra, nem limite.

Nas mãos esta perdição de saber que vaguemos,
sem controle na ilusão,
De não saber prender-te, sem por um só momento te ter! Para sempre.
Entre os dedos, entre os meus seios, amarrado... o teu corpo, rosa...
Como cordas...

Mas Deixa que regresse, que me faça alvorada em ti,
Por instantes apenas. Por um segundo que seja.... Mas deixa!
A essa tranquilidade... que pressinto, no fundo dos teus olhos.
O sitio onde encontramos as palavras – são o nosso Mundo!
E a força de as dizer – num código mudo.
Audíveis palavras – só aos ouvidos dos amantes!
Que não fraquejam -, que não hesitam...
Perante o medo, o medo maior que tudo,
De se espelhar nesses olhos teus – tal maré em dia de lua cheia.

A realidade inolvidável, dos contornos visíveis do teu sangue...
Deste espinho sobrevivente – cravado a quente, na pele das nossas vidas.

No roseiral, onde não há rosas. – Apenas Sonhos.
Deixa que regresse, e de nós, do nosso amor, se faça prece!
(Sinfonia a quatro mão) – Um contributo. Rezo agora esta prece...
(Autor:Anónimo)
(... e, a quem fico grata, por este momento...)

sexta-feira, junho 09, 2006

Por entre dedos...nasce arte...


Arte em godos (seixos) aqui

"...Passamos uma longa parte do nossa vida aqui juntos, todos os dias, numa grande proximidade, a tratar de interesses comuns. Expomos ideias e procuramos concertar posições usando, cada um, os seus conhecimentos e a sua experiência por vezes numa forma de exteriorização em que se revelam aspectos da própria personalidade. E afinal, na verdade, não nos conhecemos uns aos outros. Quem diria que este nosso companheiro, no “outro lado da sua vida”, se entrega com tanto gosto e proveito a um “hobby” tão interessante que lhe permite desenvolver capacidades que ninguém lhe conhecia ?!

Em verdade, quantos artistas, quantos poetas, quantos criativos artesãos haverá por aí além, sem nunca terem oportunidade de mostrar aquilo de que são capazes. Quantos talentos perdidos, geração após geração ?
E no entanto, como li algures, “criar é o que existe de mais elevado na vida”..."
(ler texto integral
aqui)

Sempre gostei da arte saída das mãos e da alma de pessoas, que se entregam aos prazeres de fazerem nascer, por entre os seus dedos, verdadeiras obras primas…
Vale a pena ler toda a história 
aqui




Bom Fim de Semana a Todos...

quarta-feira, junho 07, 2006

... e por falar de Amor...

Imagem Trisha Lambi


Oh, meu amor,
É vão o teu desejo
de eu ficar indiferente,
calada, magoada.
O nosso amor,
o meu amor,
foi doçura,
foi loucura,
frenético,
alucinante.
Soube à aragem
de pinheiros,
à brisa do mar,
à velocidade da distância,
que percorreste sem pensar.
Esquecer-te?
Esqueceres-me?
Jamais será possível!
Quer queiras ou não,
viverás na saudade de
um Amor feito de palavras,
de sons,
do meu olhar
no teu olhar,
de corpos suados,
de beijos molhados
do teu corpo,
dentro do meu.
Esquecer-te não será fácil.
Esqueceres-me também não!
E sempre que a luz
vermelha se acender,
vais pensar que sou eu,
porque o teu coração,
quer queiras ou não,
lembrará sempre
esta paixão e
um Amor que foi teu.



(memórias minhas...)

segunda-feira, junho 05, 2006

Amor é um arder, que se não sente...


Imagem de Stefan Hadzi-Nikolov


Amor é um arder, que se não sente;
É ferida, que dói, e não tem cura;
É febre, que no peito faz secura;
É mal, que as forças tira de repente.
É fogo, que consome ocultamente;
É dor, que mortifica a Criatura;
É ânsia a mais cruel, e a mais impura;
É frágoa, que devora o fogo ardente.
É um triste penar entre lamentos,
É um não acabar sempre penando;
É um andar metido em mil tormentos.
É suspiros lançar de quando, em quando;
É quem me causa eternos sentimentos:
É quem me mata, e vida me está dando.


(Poema de Paulino António Cabral)
*Abade de Jazente*

sexta-feira, junho 02, 2006

Ontem...

Imagem de autor desconhecido


Ontem
comemorou-se o Dia Mundial da Criança. 
Ontem
as televisões Portuguesas fizeram reportagens mostrando crianças felizes, brincando em parques de várias Cidades…
Hoje
amanhã
no futuro próximo
não se ouvirá falar mais deste Dia, que deveria ser todos os dias…
Hoje, muitas crianças continuarão infelizes….
Hoje, muitas crianças não terão pão para comer…
Hoje, muitas crianças irão ser maltratadas e molestadas…
Hoje, muitas crianças continuarão o trabalho de todos os dias…
Hoje, morreram de fome, de doença, de violência, crianças em todo o Mundo.
Hoje… muitas crianças, não têm o direito de serem Crianças…

Porque hoje, amanhã e depois, continuará a ser dia de as crianças serem protegidas, deixo a
qui a Declaração Universal dos Direitos da Criança


Porque TODAS têm direito a ser



Imagem de autor desconhecido