quinta-feira, outubro 03, 2013

Entre o objectivo e o subjectivo

A chuva ajuda a apagar o calor da terra e os espíritos mais incendiários.

O som dela e do piano acalmam-me.

Penso nos momentos descontraídos da minha infância, na terra do pôr-do-sol, com os seus cheiros, cores e sabores tão especiais.  

Lembro os amigos que nunca mais vi. Lembro as mãos que nunca mais apertei.

E lembro o som do casco dos cavalos no mar da "minha" Ilha levantando gotas pequeninas de chuva que molhavam o cabelo e eu gargalhava feliz desafiando os outros cavaleiros para uma corrida.

Tão longe e tão perto esses momentos.
  
Decisões de vida se tomaram e me transportaram a uma realidade outra.

E nessa realidade sobrevivo a cada dia no âmago de destinos que se cruzam mesmo sem os pedir.

Olhar destinos passados, presentes e futuros, realçando o objectivo e o subjectivo que eles encerram faz-me desejar não perder as forças e manter-me à tona do desfecho final.

 (desligar a música de fundo para ouvir o vídeo, p. f.)

10 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Marotamiga

De repente, descubro-te a comentar no Rosa dos Ventos e decido voltar aqui - por onde várias vezes passei - com a intenção de fazer um comentário. E ele aqui está.

Uma sábia mistura entre o som da chuva e o som do piano acalma-te, dizes. A sábia mistura é minha, mas o seu sentido é teu - e, no fundo, de nós todos.

Excelente texto, excelente música - Tchaikowsky é magnífico, por isso tanto gosto dele - e excelente blogue.

O que eu perdi por não vir aqui mais e mais vezes. Mas, não esperes pela demora: vou voltar; e não juro fazê-lo porque quem mais jura, mais...

Já te sigo e vou colocar-te nos meus BLOGUES MAIS FIXES E como amor com amor se paga...

Qjs = queijinhos = beijinhos (rimam...)

Henrique

lectorwall disse...

Gostei de ler. Nostálgico, musical, sentido. Tchaikovsky - magnífico para acompanhar. Beijinho e abraço, amiga Otília Martel.
Manuela

Anónimo disse...

Concordo com o que foi dito até aqui.
De repente o teu nome ocorreu-me ao ler e-mails antigos e pensei que nunca mais te visitei e apetece-me fazê-lo.
Foste uma lufada de ar fresco na blogosfera e mantens o teu ritmo e a beleza da tua escrita.
Cá estou, não foi difícil de descobrir-te só bastou colocar o nome do blogue no Google e aqui estou a ler-te quase à duas horas.
Parabéns pela tua força, escolhas e beleza que imprimes em tudo.


Bj

Ana Vasconcelos

Existe Sempre Um Lugar disse...

Olá,
Lindo texto que nos faz compreender que o recordar faz parte de nós e nem sempre é mau.

Abraço

ag

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Gosto do som da chuva apenas à noite, a bater na janela. Raras vezes, também num intervalo de Verão.
Bom FDS

Mar Arável disse...

Todos os rios correm para o mar

Lune Fragmentos da noite com flores disse...

Também eu andei de volta de um Outono que desconforta.
Uma estação que tenho dificuldade em atravessar. Talvez mais ainda por saber que a ela se segue o Inverno. Irremediável.

Os livros, a música, me aliviam...

Muito bom voltar a lê-la no meu espaço!
Suponho que pertencemos ao grupo das pioneiras na arte de blogar!

Boa semana!
Abraço

Silenciosamente ouvindo... disse...

Eu também gosto de sentir a chuva...
Um bom texto e um bom vídeo.
Gostei dos dois.
Bj.
Irene Alves

© Piedade Araújo Sol disse...

por vezes a chuva ... aviva-nos as recordações...

:)

Manuel Luis disse...

Cada dia, cada hora, cada minuto que passa...é especial.
Saudações.