terça-feira, novembro 14, 2017

SOBREVIVÊNCIA

David Hoffrichter

Era o vento.
Era o vento que me empurrava.

Era o vento. Era o vento.
E em seus braços me deitava.

Era o fogo.
Era o fogo das suas mãos que me queimava.

Era a mente.
Era a mente que tudo suportava.

E a raiva. E o medo.
Nos caminhos que caminhava.

Era o mar.
Era o mar em cujas ondas navegava.

Era o mundo.
Era o mundo cuja dor governava.

Era a morte.
Era a morte que por milagre evitava.

Era a vida. 
Era a Vida por Amor apetecida.

E era eu.
Era eu que sobrevivia.


5 comentários:

José Pinto Lopes disse...

Boa noite.
Gostei muito.
Cumprimentos.

© Piedade Araújo Sol disse...

MM

bem voltada com um poema muito bom, incluindo a leveza da saudade e quiçá da dor que deixou

beijinhos

:)

Fá menor disse...

E vamos sobrevivendo...

Belo!

Bjo

Teresa Durães disse...

Muito bonito!

Graça Pires disse...

Voltou, minha Amiga, com um poema de sobrevivência e amor à vida. Gostei imenso.
Uma boa semana.
Um beijo.