A versatilidade de Helena Domingues não pára de surpreender-me. Senhora de uma veia poética de excelência, alia a sensibilidade ao humor…por isso não resisti a “roubar-lhe” este poema …
Imagem recolhida da internet por Helena Domingues
Venha, menina, venha
Quem aqui vem
Não se acanha.
Venha que tudo é barato
Desde o chapéu, ao sapato.
Venha aqui à minha venda
Tenho pratas, candeeiros
Vestidos de fina seda
Brincos falsos, verdadeiros
Se não houver, encomenda.
Venha, que tudo lhe dou:
Chita ao metro, ao desbarato
Desde o moderno ao antigo
Cuidado aí com o prato!
Que é do século que passou
Olhe-me aqui estes livros!
De poetas, prosadores
Alguns não são conhecidos
Outros são grandes doutores
(ou tal se julgam) coitados.
Espere aí, não vá embora!
Pois mais tenho p’ra mostrar:
Este espelho biseauté
É rara oportunidade;
Mire-se nele você
Que lhe ofereço essa vaidade
Feira da Ladra (seu nome)
Ela é de todos nós
Que tal, dar-lhe um cognome?
Da vaidade?
Vacuidade?
Que importa?
Se no final
Tudo é inicial
Mais não seremos que pós.
(Poema de Helena Domingues)
Venha, menina, venha
Quem aqui vem
Não se acanha.
Venha que tudo é barato
Desde o chapéu, ao sapato.
Venha aqui à minha venda
Tenho pratas, candeeiros
Vestidos de fina seda
Brincos falsos, verdadeiros
Se não houver, encomenda.
Venha, que tudo lhe dou:
Chita ao metro, ao desbarato
Desde o moderno ao antigo
Cuidado aí com o prato!
Que é do século que passou
Olhe-me aqui estes livros!
De poetas, prosadores
Alguns não são conhecidos
Outros são grandes doutores
(ou tal se julgam) coitados.
Espere aí, não vá embora!
Pois mais tenho p’ra mostrar:
Este espelho biseauté
É rara oportunidade;
Mire-se nele você
Que lhe ofereço essa vaidade
Feira da Ladra (seu nome)
Ela é de todos nós
Que tal, dar-lhe um cognome?
Da vaidade?
Vacuidade?
Que importa?
Se no final
Tudo é inicial
Mais não seremos que pós.
(Poema de Helena Domingues)







