domingo, abril 01, 2018

A uma cerejeira em flor



Acordar, ser na manhã de Abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração de uma cereja


Eugénio de Andrade in,  As mãos e os frutos

13 comentários:

Humberto Maranduva disse...

Lindo, este poema do nosso saudoso Eugénio...
O ciclo vital na incomensurável beleza da natureza, percepcionado/a pela sensibilidade exímia do poeta.

Menina Marota disse...

Exactamente. E que tão bem o Poeta nos soube transmitir através da sua sensibilidade poética.
Grata pela visita e pelas palavras.
Tudo de bom

Allan Robert P. J. disse...

Muito bonito. Gostei.
:)

Menina Marota disse...

Obrigada. Grata pela visita e palavras. :)

Reflexos Espelhando Espalhando Amig disse...

Bom dia.
Acabo de chegar a seu blog
e amei a poesia postada.
Já seguindo aqui
aguardo sua visita.
Bjins
CatiahoAlc.

Clarinda Galante disse...

Lindo.Beijos Menina minha.

Joao norte disse...

Um grande abraço.

Cöllybry disse...

Sempre bom,recordar,bjos

Menina Marota disse...

Bem vinda. Agradeço a visita e as palavras.
Bjinhos

Menina Marota disse...

Conchinha, que saudades de te ver por aqui.
Um grande abraço de ternura!

Menina Marota disse...

Outro para si, João Norte

Menina Marota disse...

Visitei o seu blogue e estranhei a sua ausência. Volte logo.
Beijinho

Cöllybry disse...

Olá, estará parado, por enquanto, acompanha-a pelo face(Fer Fontes),bjinhos