sexta-feira, junho 21, 2013

Ternura

Àquela hora o sono tomava conta de mim sem sonho que acordasse o próprio sono.
Porque não penso. Não quero pensar.
Deixo-me embalar pelo sono e lá permaneço imóvel porque já nada tenho a esperar.
A ternura não me assusta. Ou assusta, nem sei. Muitas vezes comove-me quando a sinto infinita e verdadeira, mas sim, assusto-me como pássaro ferido em que o mais leve ruído do vento o intimida e o faz levantar voo.
Não quero pensar.
Só quero estar.
Aqui, quieta, no meu canto.
Não deixar que nada me abale, me toque, destrua a minha alma.
E permanecer fiel a mim. Só a mim.
Não estás só. Nunca estarás. Tens o pó das estrelas e a música que acompanha a tua alma.
Ah... e as palavras com que a saboreias.



Obrigada, R… pelo vídeo e pela ternura que emana de ti.

(desligar a música de fundo, p.f. para ouvir o vídeo)

9 comentários:

Maria Eduardo disse...

Belo o seu poema.
Obrigada por nos trazer este vídeo fabuloso e que vozes extraordinárias!
Gostei imenso de a visitar.
Abraço

lectorwall disse...

Muito ternurenta esta prosa, como a vontade de não pensar, o deleite das palavras, a lealdade da própria alma!
Beijinho

© Piedade Araújo Sol disse...

a ternura nas palavras exactas....

:)

Duarte disse...

Expressão dum sentir de inquietude na solidão, um estado algo hipnótico, na busca do eu. Gosto.
Aquele abraço amigo

heretico disse...

belíssima expressão de uma alma sensível. e vibrátil...

beijo

Anónimo disse...


Notáveis, o teu bom gosto e a
tua sensibilidade-

Bem hajas por seres como és.

Bjinho

C.

Menina Marota disse...

Grata a todos pela presença e palavras.
É um estímulo para quem escreve e partilha do seu sentir o pulsar de uma opinião amável e construtiva.

Grata por isso.
Um abraço

Sérgio Costa disse...

Foi um prazer enorme descobrir nas minhas pesquisas este blog. Voltarei.
Abraço

MARIUS disse...

Palavras e música fabulosas! Continuas em ALTA minha amiga. Parabéns!!