quinta-feira, janeiro 22, 2009

Os dias do Amor – Um poema para cada dia do ano

Divulgação

e

C O N V I T E






Recolha, selecção e organização de: Inês Ramos
Prefácio de: Henrique Manuel Bento Fialho


365 vozes que se erguem em 365 poemas de amor em todas as formas, em várias nacionalidades, um para cada dia do ano.

Desde Shakespeare, Hölderlin, Edgar Allan Poe, entre outros, a poetas portugueses contemporâneos como Ramos Rosa, Vasco Graça-Moura, Amadeu Baptista, E. M. de Melo e Castro, Alice Vieira, entre muitos outros, unidos para celebrar o Amor.

“Porque por amor enlouquecem os amantes, por amor se suicidam e matam (...), por amor o sacrifício, a entrega mística e a obstinação carnal, ou a entrega da carne e a obstinação mística, por amor os duelos reparados pela conciliação, por amor os territórios transfronteiriços, a abolição das fronteiras, o fim das dicotomias, por amor a paixão, por amor a morte, tudo isso num poema.”
Henrique Manuel Bento Fialho
(do Prefácio)


Capa do Livro



Primeiro poema que consta desta
Antologia de Poesia:


Cântico dos Cânticos
(excerto)

IV

Como és bela minha amiga
como és bela
teus olhos quase pombas

por trás do véu
Teus cabelos feito um bando de cabras negras
debandando pela montanha de Galaad

Teus dentes feito um bando de ovelhas brancas
que vêm saindo do lavadouro
Aos pares como gémeos
e nenhum cordeiro a menos

Feito um fio escarlate teus lábios
e tua boca beleza pura
Feito metades de romã
tuas faces por trás do véu

Feito a torre de David teu pescoço
construída pelas altivas seteiras
Centenas de escudos pendentes de seu topo
todas as aljavas dos valentes

Teus dois peitos como dois filhotes
gémeos de uma corça
Que vão pastando entre rosas

Antes que assopre o dia
e se afugentem as sombras
Terei ido para a montanha de mirra
e para a colina do incenso

Tu és toda graça minha amada
e nenhuma jaça em ti

Comigo do Líbano esposa
Comigo do Líbano virás

(Salomão, Séc. X a. C.Israel)
(Tradução de Haroldo de Campos)

Lisboa: Fnac do Colombo, 29 de Janeiro, 18h30m
Vila Nova de Gaia (Porto): El Corte Inglés, 5 de Fevereiro, 19h30m
Viseu: Fnac Palácio do Gelo, 6 de Fevereiro, 21h
Faro: Livraria Pátio de Letras, 14 de Fevereiro, 17 horas
Évora: Bibliocafé Intensidez, 14 de Fevereiro, 21h30m



Contamos com a vossa presença!

19 comentários:

mfc disse...

O Amor sempre continuará a ser cantado...
Ele é a mola real da vida.

Delfim Peixoto disse...

O Amor ... o motor da Vida

Paula Raposo disse...

Sem Amor que seria de nós?!! Adorei o poema que escolheste, não só porque fala de romãs...mas porque é lindíssimo mesmo!! Muitos beijos para ti.

Rui Diniz disse...

Ora finalmente sai o livro!
Estarei presente!
A Inês Ramos pediu-me o poema para o livro há mais de um ano!

Estou espectante!

Anónimo disse...

Uma 5ª. feira!!!!!! vou tentar estar!!!!!
Beijossssssssssssss
Ju

Teresa Durães disse...

o amor desgasta até que nada sobre

Maria Clarinda disse...

Como sempre escolhes poemas lindos, para nos aguçar mais o apetite....
Obrigada pela partilha. Jhs de carinho

pin gente disse...

este trabalho parece-me magnífico... dia 5 tenciono comprová-lo!
parabéns pela divulgação.
beijo
luísa

Eduardo Aleixo disse...

Parabens pela iniciativa. Vou tentar ir. Abraço.
Eduardo

Bandida disse...

se conseguir fugir a uns compromissos´, vou até lá!



um grande abraço MM!!

Apenas eu disse...

Lindo o poema.
Vou tentar estar aí dia 5.

Um beijo Grande
Bom fim de semana

elvira carvalho disse...

A saúde debilitada de meus pais, ele internado no hospital onde foi amputado a uma perna, ela em casa, mas totalmente dependente, teem-me impedido de visitar os amigos virtuais e reais.
Um abraço e uma boa semana

Teresa Lopes disse...

Tenho tanta pena de não poder ir... mas vou comprar a obra.

Abraço*

José disse...

Terei curiosidade de por la passar e apreciar...tudo de bom

Miguel Barroso disse...

Gostei do poema


Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

Terra e Sal disse...

Olá minha querida Amiga.
Voltei!
Depois de uma longa ausência eis que chegou o momento de voltar à urbe, e ao convívio daqueles que temos no coração.
Ao contrário da família,esse pedaço de nós imposto pela natureza, os amigos são escolhidos por nós de livre vontade.
Vim só cumprimentar-te.
Reparo que continuas a acarinhar o “Ser” relegando para lugar remoto o “Ter”...
Agradeço o teu convite e vamos lá a ver se posso estar presente, a esta distância nada posso garantir.
“Trezentos e sessenta e cinco dias de Amor”...
Era efectivamente o que devíamos praticar e cultivar nos nossos corações todos os dias do ano.
Continuas com muita gente à tua volta,é lindo!
O teu coração é uma romã, esse símbolo de fraternidade que Salomão usou no seu templo.
Gostei do poema que deixaste e me sensibilizou.
O Amor é um sentimento sagrado,seja em que circunstâncias for.
Um beijinho grande para ti*

aflores disse...

É bom que todos os dias, sejam dias de AMOR:)

Anónimo disse...

Para ti, MM

São as palavras
sussurradas no segredo do meu íntimo,~
a contida expressão da vontade,
oprimida e manietada,
na férvida inquietude dos sentidos.

São as palavras
gritadas no silêncio gelado da gelada solidão,
a manifestação torturada
duma pungente saudade
que me afunda no desespero do não ser.

São as palavras
que me apetece dizer mas não digo,
o espelho oblíquo de mil sensações
experimentadas no ocaso de mil desejos
feitos de saudade dum futuro que não existe.

São as palavras ...

MMM

Anónimo disse...

Já ninguém se suicida por amor.

Vive-se por Amor!
Por um Amor de Verdade, sem juras, apenas acções.
Gostei do poema e das romãs.

(porque quem mais jura, mais mente)