domingo, setembro 07, 2008

A Uma Bicicleta Desenhada na Cela


Pintura de Joseph Teixeira de Mattos


Nesta parede que me veste
da cabeça aos pés, inteira,
bem hajas, companheira,
as viagens que me deste.

Aqui,
onde o dia é mal nascido,
jamais me cansou
o rumo que deixou
o lápis proibido...

Bem haja a mão que te criou!

Olhos montados no teu selim
pedalei, atravessei
e viajei
para além de mim.


(Poema de Luís Veiga Leitão in Noite de Pedra, Líricas Portuguesas,pág. 222/223)

25 comentários:

José disse...

Poema muito bonito e uma magnifica pintura..
A condizer

Orlando disse...

Este poema é particularmente...bonito!

Charlie disse...

Uma bicicleta desenhada na cela é um bocado do sonho que as pernas do Futuro selam.

ana disse...

Bonito e belo mesmo para descrever, basta "voar" em e no pensamento, emoções e sentimentos, e nunca há celas ou muros para.
Parabéns e bjs

Luis Eme disse...

lindos, o poema e a pintura.

bjs MM

Rosa dos Ventos disse...

Gostei de relembrar este poema muito bem ilustrado!

Abraço

Paula Raposo disse...

Não conhecia. Bonito poema e a foto lindíssima! Beijos.

António disse...

Olá, minha querida!
Queres dar um saltinho ao meu blog
http://eusoulouco2.blogs.sapo.pt?
Obrigado!

Beijinhos

tecas disse...

Dos poemas do Luis Veiga Leitão, este é um dos meus preferidos. A junção da pintura com o poema,realça e valorizam-se um ao outro.Excelente. Alma de poeta menina, é mesmo assim:-)
Bji amigo

Graça Pires disse...

Luís Veiga Leitão é um poeta que eu não conheço. Adorei o poema.
Um beijo MM.

Mar Arável disse...

Belo

É sempre bom avivar a memória

Ana Paula disse...

Adorei o poema e a pintura especialíssima que desconhecia.

Obrigada, Menina Marota (também pela delicadeza e sensibilidade)!

Um beijinho e votos de uma óptima semana...

Madalena disse...

Olá, Menina. Não conhecia o poema, conhecia a imgem.

Foi bom divulgares ambos.

Obrigada pelas visitas.

Bjs. :)

Cristina disse...

Simples e bem bonito.
Que vale sempre a pena relembrer.
Um beijo até breve.
Cristina Bernardo
Quarteira-Algarve

heretico disse...

beijo. poema muito belo...

Mateso disse...

Com o inicio das aulas tenho andado a contra-relógio. Desculpa.
Mas aqui estou. O poema lindo etem o dom de transportar aqueles outros dias já idos.
A "pintura" recolhe em si uma época... está plena e as cores.... um espanto!.
Obrigada pelas visitas lá no meu azul.
Bj.

Eduardo Aleixo disse...

Que lindo poema. Que singeleza. Que simplicidade. Ir para além de mim, montado no selim!...Adorei. Obrigado.
Eduardo

fj disse...

Uma bela pintura e um poema a condizer.

Obrigada pela simpática visita
Bjs.

Baby disse...

"E viajei para além de mim"
Que sejam eternas, as viagens...

Beijinhos.

Meg disse...

Um belo poema... de certo modo intimista, e uma belíssima ilustração que nos faz recuar a outros tempos.
Lindo!
Beijo

pb disse...

Gosto da imagem, o poema , não o conhecia, beijinho MM

Peter disse...

Incansável na tarefa a que se votou em divulgar poetas pouco conhecidos, que eu invejo pois nunca fui capaz de escrever um verso, perdido no universo árido da Física.
Passei para dizer olá e agradecer "pessoalmente" os parabéns.

De Amor e de Terra disse...

Conheci este autor, há muitos anos, quando as Noites de Poesia no Flor de Infesta,ainda não tinham data certa. Nesse tempo, a convite dum grupo de poetas de S.Mamede de Infesta,(Daniel Gaspar, Conceição Paulino, António Durval, Fernando Miranda, Maria Mamede, estes os que me lembro de momento) foram convidados os Poetas da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e alguns responderam à chamada. Nessa altura, estiveram connosco:-Luis Veiga Leitão, Albano Martins, Egipto Gonçalves,
António Rebordão Navarro, José Viale Muotinho e sei que mais um ou dois cujos nomes, neste momento, não recordo.
Depois disso, a estrada foi muito longa, mas com alguns deles ficou a Amizade.
E tanto Veiga Leitão, como Egipto Gonçalves, escreveram na prisão coisas muito belas.

Bj
Maria Mamede

Hélder disse...

Que bela ilustração!!
E ao ler (e reler) o poema, torna-se mais nítida a imagem de alguém privado da liberdade física, ansiando pela fuga metafórica dos seus dias de solidão.
Que belo momento, e que bela forma de espevitar a nossa imaginação.
Obrigado.

Ilona Bastos disse...

Escolhi este post, em particular, para comentar, seduzida pelo poema e pela deliciosa estampa. Mas o blog, todo ele, está óptimo! Muitos parabéns!