terça-feira, março 25, 2008

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Após inúmeros pedidos de pessoas que de alguma forma estabeleceram um vínculo com o meu blogue, que por minha própria iniciativa tinha decidido eliminar, já que é minha intenção manter-me afastada da blogosfera, decidi por respeito a todas essas pessoas e, ainda mais, aos autores dos trabalhos que aqui vinha promovendo, activar o blogue mantendo-o para memória futura.

Aqui fica pois, o meu respeito e amizade por todos vós e o agradecimento, pelos inolvidáveis momentos que partilhámos.

Agradeço ainda, a prestimosa ajuda da
Piedade Araújo Sol, do Jeremias e do AC (que não quer ser identificado) na activação deste blogue, sem a qual, isso nunca seria possível.

Obrigada a todos




quinta-feira, março 20, 2008

Quando nos amamos de verdade...


Imagem particular


Um dia quando abrires a janela o arco-íris sorrirá para ti e, saberás, nesse instante, que algo de bom te vai acontecer.

Escrevi um dia esta frase a uma amiga, num momento em que ela mais precisava de uma palavra para a confortar.

Hoje, ao abrir pela manhã as portadas do terraço, um lindo arco-íris deu-me os bons dias, maravilhando-me com todas as suas tonalidades.

E recordei naquele instante, a frase que um dia tinha escrito e, como por milagre, o sentimento de perda que tinha no meu coração, atenuou-se de tal forma, como se todas as cores do arco-íris tivessem invadido por completo a minha alma.

Não é fácil, quando sentimos dentro de nós a perda de uma amizade que gostaríamos de preservar, mas que, afinal, não é correspondida.
Sempre me alertaram para a natureza das amizades no virtual, até porque em nada se comparava aos sentimentos de pessoas reais. Mas, para mim, a Amizade é um sentimento abstracto que posso sentir mesmo sem ter um vínculo físico, já que a sinceridade, a cumplicidade, os afectos, não necessitam da presença física para nascerem dentro de nós; quando se quebra o vínculo desses afectos, o sentimento não deixa de ser de dor, mesmo quando temos a percepção de que, afinal, a amizade não era correspondida com a mesma transparência, como a que era oferecida.

A angústia dos últimos tempos dissipou-se, ao encarar o arco-íris que quase me entrava pela janela. O seu colorido encheu-me o coração e, milagrosamente, uma Paz inundou-me, como se o próprio arco-íris sorrisse para mim, dando-me a força e o apoio que eu tanto precisava.

E como diz a Isabel Filipe numa imagem e numa frase que é, manifestamente, o meu sentir…

Página virada ...


Imagem de Isabel Filipe

Desconheço o autor do texto que a seguir partilho que foi “descaradamente roubado” ao
Terra & Sal

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto.
E então pude relaxar.


Hoje sei que isso tem um nome:


AUTO-ESTIMA

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é:


AUTENTICIDADE 


Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver tudo o que acontece e contribui para o meu crescimento.


Hoje chamo a isso:

AMADURECIMENTO

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.


Hoje sei que o nome disso é:

RESPEITO

Quando me amei de verdade, comecei a livrar-me de tudo que não fosse saudável…
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse em baixo.
De início, a minha razão chamou a isso atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama:
AMOR-PRÓPRIO

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projectos megalómanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, e que gosto, quando quero e em meu próprio ritmo.

Hoje sei que isso é:
SIMPLICIDADE

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a:
HUMILDADE


Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o Futuro.
Agora, mantenho-me no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo, um dia de cada vez.

Isso é:
PLENITUDE

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode atormentar-me e decepcionar-me.
Mas quando eu a coloco ao serviço do meu coração, ela torna-se uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é:
SABER VIVER! "

“Não devemos ter medo dos confrontos…
até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.”

sábado, março 15, 2008

Se eu fosse...

A Júlia Moura Lopes resolveu desafiar-me para uma corrente a que adiro com todo o prazer, aproveitando para a felicitar pelo 1º. aniversário do seu blogue.


Se eu fosse um mês, seria Julho, é o mês de meu nascimento.


Se eu fosse um dia da semana, seria domingo de manhã, pela tranquilidade.

Se eu fosse um número, seria o 18. É o meu número de sorte



Se eu fosse uma flor, seria um girassol, a minha flor preferida

Se eu fosse uma direcção, seria… Sul e voltava às minhas origens…


Se eu fosse um móvel, seria uma estante, para estar repleta de livros


Se eu fosse um liquido, seria… água cristalina da mina do meu Avô.


Se eu fosse um pecado, seria… o próprio pecado…



Se eu fosse um livro, seria.. de POEMAS, claro!

Se eu fosse uma pedra, seria… Jade, por tudo o que ela comporta


Se eu fosse um metal, seria… ouro, porque é o meu metal da sorte

Se eu fosse uma árvore, seria… uma Tília, porque é “quase” o meu nome!


Se eu fosse uma fruta, seria… Morango…

Se eu fosse um clima, seria… Tropical!
Se eu fosse um instrumento musical, seria… Piano, em memória da minha Mãe.

Se eu fosse um elemento, seria… água, porque faz muita falta!
Se eu fosse uma cor, seria… azul, cor do mar…



Se eu fosse um animal, seria… gata, meiga ou assanhada, quando fosse preciso...

Se eu fosse um som, seria… o do piano

Se eu fosse uma canção, seria…”What a Wonderful World” de Louis Armstrong

Se eu fosse um perfume, seria o que eu uso… Jean Paul Gaultier

Se eu fosse um sentimento, seria… AMOR, em todas as suas vertentes

Se eu fosse uma comida, seria… Marisco, seja de que forma for!

Se eu fosse uma palavra, seria...VERDADE

Se eu fosse um verbo, seria… Acreditar!

Se eu fosse um objecto, seria…uma bengala


Se eu fosse uma peça de roupa, seria… “ roupa interior”…

Se eu fosse uma parte do corpo, seria… os olhos, são a expressão da alma…

Se eu fosse uma expressão, seria… “O pior cego é o que não quer ver”

Se eu fosse um desenho animado, seria… a Mafalda!

Se eu fosse um filme, seriam…todos os Épicos

Se eu fosse uma forma, seria… redonda
Se eu fosse uma estação, seria… Primavera!

Se eu fosse uma frase, seria…” Não faças aos outros, aquilo que não queres que te façam a ti



Passo esta cadeia a:

Helena Domingues
Isabel Filipe
Meg
Peciscas
Peter
Wind

quarta-feira, março 12, 2008

Se...

Imagem de  David Lachapelle


Se o luar agora transbordasse
Da lua cheia e num enleio
Sua luz branda me abraçasse
E me fechasse dentro do seio...

Se o sol magnânimo soltasse
Um fio quente do seu cabelo
E no segredo me enrolasse
Do seu dourado novelo...

Se um astro agora me arrebatasse
Na sua luz e de repente
A minha sombra se iluminasse
E caminhasse na minha frente...


Poema de Natália Correia  in, 
Poesia Completa, Dom Quixote, 
a  págs. 133/134

sábado, março 08, 2008

Mulheres...

Como tem acontecido no Dia dedicado à Mulher, preparava-me para o assinalar, com um poema, que tem muito significado para mim, mas desisti da ideia ao receber, por email, a imagem que vos apresento e que cada um avaliará, neste acto de profunda solidariedade...


Imagem recebida por email

No crepúsculo do vigor
As noites solitárias
Antecedem as ruidosas manhãs
Quando o esquecimento dispersa
O que a memória retém.

Poema onde a voz das palavras
Pesa mais do que o fundo sentido:
Sentenças que não têm olhos
Mas vêem tudo.

Eis o que valem os dizeres.
Eis como expressam pesares e alegrias
Rumo ao sol, pelas nuvens vedado.
És sol, és nuvem, és recordação.
És tudo o que talvez caiba num perdão.

(“Caber no Perdão”, poema de José Miguel Lopes,
in "Seivas de Inquietude", pág.83-PapiroEditora)



Flores da Annie Hall

A todas as MULHERES...

terça-feira, março 04, 2008

Dança...

Imagem Google



Na alegria do teu olhar,
descubro
um mundo de palavras
por inventar.

Sabes à seiva da terra
e trazes no corpo
doces carícias
que aquecem
meu sangue
transportando-o
para lá do sonho e
da imaginação…


Prenúncio de palavras
que dançam entre nós…

segunda-feira, março 03, 2008

Jeito de escrever


Fotografia de Charles Larson


Não sei que diga.
E a quem o dizer?
Não sei que pense.
Nada jamais soube.

Nem de mim, nem dos outros.
Nem do tempo, do céu e da terra, das coisas...
Seja do que for ou do que fosse.
Não sei que diga, não sei que pense.

Oiço os ralos queixosos, arrastados.
Ralos serão?
Horas da noite.
Noite começada ou adiantada, noite.
Como é bonito escrever!

Com este longo aparo, bonitas as letras e o gesto - o jeito.
Ao acaso, sem âncora, vago no tempo.
No tempo vago...
Ele vago e eu sem amparo.
Piam pássaros, trespassam o luto do espaço, este sereno luto das horas. Mortas!

E por mais não ter que relatar me cerro.
Expressão antiga, epistolar: me cerro.
Tão grato é o velho, inopinado e novo.
Me cerro!

Assim: uma das mãos no papel, dedos fincados,
solta a outra, de pena expectante.
Uma que agarra, a outra que espera...
Ó ilusão!
E tudo acabou, acaba.
Para quê a busca das coisas novas, à toa e à roda?

Silêncio.
Nem pássaros já, noite morta.
Me cerro.
Ó minha derradeira composição! Do não, do nem, do nada, da ausência e solidão.

Da indiferença.
Quero eu que o seja! da indiferença ilimitada.
Noite vasta e contínua, caminha, caminha.
Alonga-te.
A ribeira acordou.

(Poema de Irene Lisboa)