domingo, dezembro 30, 2007

2008 está próximo...

No dia 31 encerra-se uma passagem. Termina um ano e outro recomeça.
Já fizemos esta passagem, por diversas vezes, mas cada um de nós, recorda-a de maneira diferente.
Todos os anos os votos renovam-se e pedimos que o novo ano, traga dias melhores que o ano anterior.
Neste momento, ouço numa tv qualquer da casa, um cântico que me fez lembrar outros anos, outros locais, outras pessoas queridas, mas que já não se sentam comigo, na última ceia do ano.
Um novo ano começa… a diferença será a atitude que o ser humano tiver em relação ao seu semelhante...

Imagem de Isabel Filipe


Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só a metade
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado
O logro da aventura
És Homem, não te esqueças!
Só é a tua loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

(Poema de Miguel Torga in Diário XIII)

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Feliz Aniversário, Amita

"Cada pessoa que passa pela nossa vida passa sozinha, mas não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós."


As palavras de Charlie Chaplin que aqui transcrevo, são as que me ocorrem para definir uma Amizade, que transpondo o mundo virtual, se consolidou na vida real.
Falar da
Amita não é fácil. A sua sensibilidade e arguta forma de entender a vida, faz dela realmente uma pessoa especial. Ler a sua poesia é conhecê-la e entrar num mundo de palavras, onde a subtileza e afectividade imperam tal como se lê neste seu poema
Cristal

Sensibilidade é uma rosa de cristal
Pura, fina, transparente
Seu canto é a semente
Que espalha pelos prados
Amanheceres orvalhados
Conscientes isoladores do Mal

Flor de leves mantos vestida
Transparências da Vida
Ilusória, frágil, protecção
Sonoridade transportada na mão
Do Homem que se faz forte
Abandonado à sua sorte

À brisa, ao Sol, estremecendo
Iniciadas fissuras contendo
Em pétalas esmaecida
Luz que trazes a Vida
A Paz, a tranquilidade
Caminhos serenos, a Verdade

O sorriso vive em mim
Em mares azuis sem fim…
Neste teu dia em que festejas mais um aniversário e prestes a seres pela primeira vez Avó, quero muito simplesmente dar-te os…

terça-feira, dezembro 25, 2007

Dia de Natal

Imagem Google

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?)
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
E como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha em pijama.

Ah!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

(Poema de António Gedeão)
Ouvir o poema na voz do Luís Gaspar
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

domingo, dezembro 23, 2007

Aniversário, Amizade e… Natal.

Eu sou uma piegas. Muita gente me acusa disso e eu... assumo!Se ser piegas, é comover-me com uma dedicatória, com o aniversário de uma Amiga que está longe, com o Natal que eu gostaria que o fosse para todos e não é, então sou piegas…

Hoje tenho dois factos para partilhar que me enternecem e comovem… um deles é o aniversário da
Helena Domingues, uma Amiga que apesar de se encontrar longe, está dentro do meu coração. O outro, é o carinho que a Maria, a minha prezada e queridíssima ex-Sulista, me dedicou no seu novo blogue…
Espero que a Maria não se importe, que eu dedique estas flores à Helena Domingues
...e a todos, os presentes e ausentes, que me têm ajudado a manter a chama acesa, neste e noutros blogues, desejando a todos...

terça-feira, dezembro 18, 2007

Prendas no Sapatinho…

"Aníbal:

As aventuras maravilhosas da salta-pocinhas raposeta pintalegreta, senhora de muita treta – contei-tas eu, sentado tu nos meus joelhos. Contando-tas, veio-me ideia de as escrever. Além de inspirador, colaboraste com os teus silêncios, perguntas e interrupções na frágil meada. Que mais não fosse, só por este título o livrinho teria de levar o teu nome... "

E finaliza assim Aquilino Ribeiro, na introdução do seu livro "Romance da Raposa" …


"Aí fica, meu homem, no teu sapatinho de Natal esta pequena prenda. Aceita-a com os meus beijos de pai, que ao Menino Jesus vou pedir perdão do pecado, pois que a raposa é matreira, embusteira, ratoneira, e Ele apenas costumava brincar com pombas brancas e um branco e inocente cordeirinho.
Santo Amaro de Oeiras
Natal de 1924.

Capa do Audiobook - Romance da Raposa


Recordar o Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro, dedicado ao seu filho Aníbal, naquele Natal de 1924, é evocar Natais da minha vida e a leitura de uma das histórias, que mais ouvi ler na minha infância.

Por isso, foi com enorme satisfação que tive conhecimento que o Estúdio Raposa, tinha participado sem quaisquer fins lucrativos, num projecto a favor da
Fundação Gil, cedendo gratuitamente a gravação completa do Audiobook, O Romance da Raposa, cuja receita reverterá a favor de crianças carenciadas.

A
Fundação Gil, como todos sabem, tem como fim principal contribuir para o bem estar, a valorização pessoal e a plena integração social das crianças e dos jovens que, por razões de natureza diversa, se encontrem internados, por períodos prolongados, em unidades hospitalares, prisionais ou outras.
cd's do Audiobook - Romance da Raposa


Adquirir esta obra, oferecendo-a como uma valorização de cultura, é ainda uma forma de se solidarizar, com todos aqueles que se encontram empenhados num projecto credível e humano.



Presépio pessoal - Menina Marota





quinta-feira, dezembro 13, 2007

Sentimentos...

É na ausência, que mais sentimos a presença daqueles que gostam de nós e connosco compartilham sentimentos e emoções.
É na ausência, que melhor sentimos a afeição de todos aqueles que repartem connosco as suas palavras e esperam de nós, uma susceptibilidade idêntica de sensibilidade e porque não dizê-lo, de ternura.
É na ausência que, sentimos afinal, a saudade… nossa e dos outros.
Confesso, que foram estes os pensamentos que se apoderaram de mim, quando abri o correio electrónico ao qual não tenho conseguido aceder, por motivos pessoais e familiares mas, a que também não é alheio, o programa Vista do meu novo pc diário…
A propósito do post anterior, uma comentadora atenta (Ana Cunha), muito simpaticamente alertou-me, para a possibilidade de não me ter apercebido, de que o blogue

Memórias Vivas e Reais, me tinha atribuído o Anel da Amizade, já que não tinha ainda referido essa atribuição no Menina Marota.
Sensibilizada, agradeço à Ana Cunha a preocupação em me alertar para tal facto e ao Pena pela sua simpatia, ao referir este blogue.
E porque de Amizade se trata esta nomeação, seria impossível cumprir as normas da atribuição, pelo que dedico este Anel de Amizade a TODOS os que me têm acompanhado neste percurso blogosférico, com tanta dedicação e sensibilidade.



Anel da Amizade

E porque Natal é nascimento, quero aqui deixar um cumprimento muito especial a uma futura Avó de Gémeos, que se encontra tão enternecida com o facto, que praticamente deixou o mundo internáutico de que tanto gosta, para se dedicar quase exclusivamente, a fazer o enxoval (em duplicado) dos seus primeiros netos, a quem dedicou mesmo antes de nascerem, o poema que carinhosamente lhe “roubei”...

Imagem Menina Marota


Mãe
Escuta a brisa que meu ventre abre
Na terra dos sonhos o canto das pequeninas coisas
De braços estendidos o enlevo do sorriso que as afaga
Aquele murmurejar de água soletrando o rio
Plácido

Mãe
Sente os dois mundos que em mim trago
Saboreando o néctar das coisas invisíveis e cândidas
Entre a música e a leveza da dança
No balanço certo das outonais cores
Em folhas irisadas e suaves

Seis meses, mãe, são caminhados
Na voz das pequeninas coisas
Sob o azul da luz e o verde dos laços

Poema "As pequeninas coisas" da Amita


Ouvir o poema na voz de
Luís Gaspar
(desligar a música de fundo, p.f)

terça-feira, dezembro 04, 2007

Prémio

A minha admiração por Graça Pires é muito anterior à criação dos meus blogues. 
Descobri a sua poesia em 1991 quando, por altura do meu aniversário, me ofertaram um livro de poemas de sua autoria. 
A partir daí não perdi o seu percurso poético e quando casualmente encontrei o seu blogue, fiquei deveras satisfeita por isso, porque poderia "in loco", apreciar a sua obra.

Foi com um misto de ternura e satisfação que aceitei o prémio que ela teve a gentileza de me dedicar. Partilho-o segundo as normas do regulamento...


Regulamento:

Eis os parâmetros inerentes à condição:
1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que consideras serem bons, entende-se como bom os blogs que costumas visitar regularmente e onde deixas comentários.
2. Só e somente se recebeste o prémio “Diz que até não é um mau blog”,deves escrever um post:- Indicando a pessoa que te deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.
3. Deves exibir orgulhosamente a tag do prémio no teu blog, de preferência com um link para o post em que falas dele.

Indico os seguintes blogs:
Alba
Casario do Ginjal
Da Praia da Granja
Maria Clarinda
Odele Souza
Porosidade Etérea
Rosamármore


Imagem de Michael Norman


De Novembro



Vem de Novembro

esta seiva impetuosa,
onde as raízes da utopia
se perpetuam no sangue,
como um percurso alienado.

Um outono de sede
no interior descuidado das mimosas,
a semente e o parto
das amoras doces,
um carnaval cinzelado
no limite de um balão de vidro.

É noite de morrer
para adiar a vida,
noite polar
à medida da náusea
do que se aceita e recusa,
antinomia do vazio das mãos.

Vem de Novembro
a forma antecipada do prazer
e, por isso, todos os lugares são verdes.

De mãos erguidas
junto das nascentes,
convoco o inacessível
e construo os cenários
da infância que não tive.

Agora vou ser livre
de percorrer o vento
em linha recta,
de receber os afagos
às mãos cheias,
de pintar em todas as paredes
as bonecas de trapos que não fiz.

Agora posso marcar
um percurso feliz
no caminho que leva
à outra margem,
ou fabricar um enredo
onde a minha imagem,
petrificada e bela,
seja sempre o reflexo
do crepúsculo que se extingue.

depois, a vida há-de mover-se
como um vendaval inesperado,
mas nada toldará a limpidez
das lágrimas e da noite,
no ritual quotidiano de estar só.


Poema de Graça Pires 




O Palavras de Ouro 112 dedicado à poesia de Graça Pires, poderá ser ouvido aqui e ainda o poema deste texto, ambos na voz de Luís Gaspar - aqui 

(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

terça-feira, novembro 20, 2007

"O piano de cauda das estrelas"...

Imagem Google


O piano de cauda das estrelas
tem raízes na música dos lagos.
Amar é a arte da música
num corpo moribundo. Morre-se
de um pequeno átomo de ansiedade e isso
é uma regra do jogo; só assim a morte andará descalça como
uma violeta pelos jardins da noite; só assim
nos restará a morte antes do fim.
O fruto do coração é pouco, semelhante à mágoa.
Olhar é uma página. Percorre-a a consciência de quando
não acontece nada. É preciso duvidar semeando limites
para ser-se ilimitado -- eis quando será legítimo enganar
os deuses. Maior que a montanha é
a gota de orvalho; maior que o sol é o movimento
da sombra. Os pássaros
não acontecem: vivem-se. É tarde
para inscrever o discurso da alegria
nas estruturas do ar?

(Joaquim Pessoa in "O livro da Noite")

quinta-feira, outubro 25, 2007

Crianças...Direitos iguais?

“Se a alma que sente e faz conhece
Só porque lembra o que esqueceu,
Vivemos, raça, porque houvesse
Memória em nós do instinto teu.

Nação porque reincarnaste,
Povo porque ressuscitou
Ou tu, ou o de que eras a haste -
Assim se Portugal formou.

Teu ser é como aquela fria
Luz que precede a madrugada,
E é já o ir a haver o dia
Na antemanhã, confuso nada.”


Foi por mero acaso que me detive neste poema da “Mensagem”, de Fernando Pessoa… que abri em busca de um pouco de leitura.

É um poema dedicado a Viriato, o Grande Chefe dos Lusitanos, um simples pastor de Hermínius (actual Serra da Estrela), que se bateu defendendo o território Lusitano… ocorrendo-me o pensamento de como mudaram ao longo dos anos, o sentimento de patriotismo, aquela garra que os nossos antepassados tinham a defender Portugal.

Tenho evitado ao longo destes meses falar dos acontecimentos que marcaram o Verão, no Algarve. Não vou especular sobre o assunto e, muito menos, dizer qual o meu pensamento sobre a matéria.

Criou-se um “circo” mediático em torno de acontecimentos, que infelizmente, não eram uma surpresa em Portugal, nem no resto do Mundo...

Tanta criança portuguesa já desapareceu, caindo infelizmente no esquecimento de muitos, especialmente daqueles que agora deram cobertura aos súbditos de sua Majestade…

O desaparecimento de uma criança, seja qual for a sua procedência, raça ou idade, é sempre um triste acontecimento, mas confesso que este caso já me está a causar um certo mal-estar, especialmente por todos os seus antecedentes, que foi desde terem denegrido a imagem dos nossos investigadores, até à demissão do coordenador da PJ de Portimão.

Afinal, acusar, humilhar, vilipendiar os portugueses, não deu descontentamento àqueles que deveriam defender o bom nome português…o contrário é que deu… e o que sinceramente me intriga, é que desaparecendo milhares de crianças por ano em Inglaterra, inclusive já depois do desaparecimento da pequena Madeleine, soube-se que:
“Mais de 800 crianças e jovens desapareceram no Reino Unido desde o dia 3 de Maio, quando foi reportado o desaparecimento de Madeleine McCann. Este número foi divulgado pelos responsáveis da linha de apoio National Missing Person's Helpline, que vieram a público chamar a atenção para a diferença de tratamento, em termos de cobertura mediática, atenção popular e importância dada por "notáveis", entre esses casos e o da menina que a polícia portuguesa crê ter sido raptada do apartamento de férias dos pais no The Ocean Club da algarvia Praia da Luz. “ [ Fonte: Diário de Notícias]

O que me leva a perguntar:
Não são todas as crianças iguais?
Onde se inclui então o princípio fundamental dos direitos das Crianças, que na sua Declaração Universal nos diz que… “Toda a Criança tem Direito à Igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade”?

Porque dar a uma, um tratamento especial em desfavor de todas as outras? Porquê esta procura de mediatização, tão diferente no tratamento dado a tantas outras crianças desaparecidas?

BASTA! Apetece-me dizer a todas as televisões, a todos os jornais e revistas, que só servem para fomentar a mediatização já não do desaparecimento da criança, mas a dos pais, a tentarem convencer de uma inocência que talvez não tenham, em todo este processo.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Momentos...


Capa do livro

"Cheirava a violetas. No jardim todas as roseiras estavam em flor"Não sei porque me ocorreu a frase final do livro "Maria da Lua", de Fernanda de Castro, enquanto aninhada numa das cadeiras que ainda permanecem no terraço, contemplo o céu azul e sinto o sol aquecer-me o corpo e a alma.
E não sei porquê, esta frase fez-me recordar as pessoas lindas que por aqui têm passado, porque este tem sido afinal, o meu jardim florido, o local de todas as minhas emoções e saudades.
A verdade tenho que confessar-vos, é que tive saudades. Haverá quem possa estranhar como é que se tem saudades num mundo virtual. Não sei responder a isso, o facto é que sinto a falta de vos escrever, de manifestar os meus afectos e de sentir os vossos.
E tenho tanta coisa para vos contar, que nem sei por onde começar…
Aconteceram coisas tristes, é verdade.
Delas não vou falar.
Afinal sou uma pessoa positiva, alegre e recolho da Vida o que de bom ela me oferece, por isso vou falar-vos daquilo que mais alegria me deu e que foi a atribuição dos prémios do Concurso de Contos, do
Ora, Vejamos…
Concorreram sessenta e sete contos, num universo de vários autores. Sendo a primeira iniciativa, que eu tenha conhecimento, levada a efeito de bloguistas para bloguistas, a que se associaram também alguns autores brasileiros.
Não foi fácil escolher os três primeiros vencedores. Um trabalho difícil para os membros do Júri, até porque alguns se encontravam bem distantes geograficamente. Tínhamos um em Londres, outro no Brasil e os diversos distribuídos por vários locais portugueses, de que nem sei a localização.
Finalmente chegou o grande dia e foram tornados públicos os nomes dos premiados:


1.º Prémio
“Nocturno” de Jorge Casimiro
(prémio de 500 euros)

2.º Prémio -
“Sapo Gordo”, de Hugo Silva
(prémio pintura em A4, oferta de Heloísa BP )

3.º Prémio exequo -
"A herança de Maria", 
de Maria de São Pedro"

O retrato do juiz", de Artur Amieiro
"História de uma Virgem", 
de António Castilho Dias

"Gato preto e passarinhos azuis", 
de Anabela Passos

"Vou fazer uma tatuagem",
 de Felipe Valério"

Amar ao som de Chopin", 

de Maria Augusta Loureiro

(prémio: um livro autografado, da autoria de Henrique Sousa)

O almoço-convívio ocorrido no passado dia 22 de Setembro teve lugar no QB Café, em Leiria, onde foram feitas as distribuições dos prémios e ainda a atribuição de menções honrosas a outros concorrentes, decorreu num ambiente carinhoso de verdadeira camaradagem, onde a alegria e a partilha de conhecimentos tornaram aquele dia inesquecível.
As reportagens do evento, poderão ser lidas e vistas nestes locais: Ashera, Ora, Vejamos..., Mhário Lincoln do Brasil, Bina Pedro's Multiply e ainda aqui...
Um evento que para além da alegria que transmitiu, tornou realidade que o mundo virtual, é aquilo que nós queremos que ele seja…
A todos aqueles que através dos comentários e por email, me deram tantas provas de carinho e de amizade, o meu sincero agradecimento e neste meu regresso à actividade de todos os meus blogues, está manifestamente a prova da saudade que, de todos vós tive.




OBRIGADA

quarta-feira, outubro 10, 2007

O Adeus... a um Amigo.

Não existem palavras para descrever a perda de um Amigo a não ser a tristeza que invade o coração...
Acácio Luís Simões foi um bloguista fraterno, sincero, humilde no seu silêncio e permanência neste mundo virtual.
Esteve sempre presente com uma palavra carinhosa de amizade e compreensão, mesmo naqueles momentos em que o cansaço e o desânimo tomavam conta de mim, incentivando-me a continuar.
Talvez não lhe tenha retribuído na medida da sua Amizade e disso me penalizo.
Na simplicidade desta flor deixo-te o meu abraço de saudade…e o meu sincero agradecimento pela tua Amizade.

Até Sempre…

sexta-feira, agosto 31, 2007

Agradecimento

Como tinha prometido no meu post Ternura…de 30 de Julho, partilhei convosco as mensagens que recebi de quem se associou à surpresa que os meus Filhos prepararam aquando do meu aniversário e tal como referi: 

“O presente, que eles me quiseram oferecer, foi reunir em torno de um livro que eles elaboraram sobre os meus blogues, todos os que se quiseram associar a esta verdadeira e ternurenta surpresa.”

Quis agradecer desta forma, todas as amáveis palavras que me endereçaram e que muito me comoveram.


A todos vós, que partilharam comigo tantas emoções e que foram a razão da existência de todos os meus espaços, o meu
sincero agradecimento.


Aos meus Filhos que poderei dizer?


Amo-vos.


Mas como isso não é surpresa nenhuma, pedi ajuda à infatigável Isabel Filipe que configurou este filme e a quem agradeço do fundo do coração, para que todos conheçam aqueles que são a razão do meu viver…

Os meus ternurentos Filhos...
Sandra e Joca
Legenda para um filme... Ternura
Elaborado por Isabel Filipe


"No olhar de uma mulher a lua não adormece".

Quando o mar acontece nos teus olhos
e as gaivotas se despedem do teu corpo,
inventa um porto e descansa
e fabrica com a esperança
as amarras que não cedem.

No olhar de uma mulher os barcos nunca se perdem.

Quando o sol acontece nos teus olhos
e há fruta madura no teu riso,
solta toda a loucura e devaneia,
até teres a alma cheia de poesia.

No olhar de uma mulher nunca morre a fantasia.

Um grande beijo de parabéns.
Graça Pires

quarta-feira, agosto 29, 2007

Ternura...(11)

Imagem de Vladimir Volegov


Pode ser um nó
Ou uma asa vermelha
Uma laçada
Pode ser um instante
Um décimo ou ainda menos
Uma parte do tempo
Pouco tempo

Embrulhado com nó
Laçada frouxa

Esverdeada ou vermelha
Qualquer que seja a cor
Com mar ao fundo
Ou penedias e neve
É nossa a Vida

Aproveitemos

Parabéns

Fátima (Seilá do Repensando)


Dedicatória da TMara

Um agradecimento especial a Heloisa B.P, João Batista do Lago, Júlia Moura Lopes e Mhário Lincoln pelas palavras carinhosas que me endereçaram nas suas páginas.
Terminam aqui as dedicatórias da surpresa que os meus filhos prepararam, para o meu aniversário.

Consiste a surpresa em dois livros encadernados a pele preta de formato A4, sendo que na primeira parte do primeiro livro, constam todas as imagens e as dedicatórias que vos apresentei.

Na segunda parte, que se inicia com uma fotografia onde estou sentada numa rocha, tendo como fundo o mar, constam a maioria dos meus poemas e textos publicados no conjunto dos meus três blogues.

O segundo livro, que se inicia com uma fotografia onde estou a sair do mar, as páginas estão em branco destacando-se, no topo de cada página a frase Eternamente Menina e no rodapé, Memórias Minhas… que se destinam a incentivar-me a continuar a escrever…

segunda-feira, agosto 27, 2007

Ternura...(10)

Pintura de Felix Más


No poema que ainda não escrevi
As letras irregulares
E desfocadas confundem
O sentido e as palavras
Que não consigo formar,
Sobram no poema
Que ainda não te escrevi,
Imagino-o num frémito
Soltando-se à pressa
No ar límpido e breve,
Na madrugada quente
Fugindo dos meus lábios
Arrasando-me,
Deixando-me incompleta
E o destino a perseguir-me.
E o poema que não escrevo,
Não me liberta nem me prende
Antes me consome
Num devaneio,
Antes atiça e sucumbe,
Numa luz apagada.
Não sonhado. Não escrito.
Maria Paula Raposo




Há pouco mais de um ano que utilizo um computador.
Nos meus últimos anos no activo, tinha um terminal de consulta!
Há pouco mais de meio ano, mantenho dois blogues: o PEDECABRA e o TIROMANTE.
Neste mundo da blogosfera, vamo-nos conhecendo e seleccionar as nossas preferências.
É um pouco como na vida real.
Fazemos mesmo amizades.
Tal como lá fora, elas são mais fáceis quando se conjugam preferências culturais, semelhanças de espírito crítico, opções musicais, expressão de sentimentos, humor saudável, etc.
Com Menina Marota a tudo isto juntou-se um princípio básico: o respeito pelos outros é a medida do respeito por nós próprios.
Essa a razão de nos “frequentarmos” assiduamente.
Que o aniversário da Menina seja uma grande festa!
O presente é mesmo amoroso.
Um abraço Menina.

Aminhapele

Rui Lucas

Imagem Jacob Collins
Otília, com os meus parabéns
Por blogues jamais imaginados,
fazendo eco de poesia desconhecida,
está a nossa menina marota.
Também escreve versos rimados,
mostrando sonhos da sua vida,
e deste mundo não perde gota...

Imagino-a cheia de alegria
por ter em casa tanto amor,
assim como na blogosfera.
Desejo-lhe o melhor neste dia,
que o encanto seja feito calor,
que ela tenha tudo aquilo que espera.

Um beijo grande

Daniel Aladiah

sexta-feira, agosto 24, 2007

Ternura...(9)

Flores tiradas nas dunas do Guincho, para ti da Maria Clarinda


Quando queremos ou nos pedem para falar de Alguém que é muito Especial para nós, ainda por cima quando desse Alguém apenas sabemos o que tiramos do mais belo nos dão de si.!...Torna-se uma missão bastante difícil.

“Menina Marota”…”Eternamente Menina”…Quando entrei no mundo da “blogosfera”, foram nomes que imediatamente despertaram “algo” em mim, curiosa entrei neles e…não saí mais, tal a magia, tais as maravilhas, tal a serenidade, tal a beleza, tal a partilha, de tudo que vi e li!

Descobri também, que gostas de muitas das coisas que eu gosto, desde um simples ver o pôr de sol da janela da cozinha, passando pelos livros, pelos filmes, pela música e tanta coisa mais, que fomos descobrindo ao longos deste ainda (pouco) mas muito tempo em que nos cruzamos, e que começou como o “cativar” do Petit Prince e da Raposa.
Por isso neste Teu dia Especial, é tão difícil escrever, como sei que gostas de:
Poesia…gostaria de ser poeta e escrever-te o poema mais belo que alguém já escreveu.
Pintura…gostaria de ser pintora e fazer-te também a tela mais bela que alguém tenha pintado.
Música …gostaria de ser compositora, e mais uma vez poder compor para ti a mais melodia que alguém tenha composto.

Mas como não sou nada disto, resta-me apenas oferecer-te Toda a Minha Ternura, Amizade, Carinho e desejar que o teu sorriso brote sempre em ti e torne sempre doces e meigos os contornos do teu rosto, e, mesmo em dias mais nebulados ele seja mais forte.

É Muito bom ter-te como Amiga Especial.
Obrigada por seres quem És!

Maria Clarinda
Pintura de Avtandil Makharoblidze


Alma sensível e alegre,
eternamente menina,
passa pela vida a sorrir
espargindo pingos de sonho,
sua graça feminina.

Mas, sensível e menina,
dentro d’alma de garota
sem maldade e sem pecado,
não perde a graça e o sal
pois é menina e marota.

Mas… o porém nunca falha
é preciso ter cuidado
e não cair na esparrela
de ferir qualquer “leoa”…
É “leão” quem dá recado!

Beijinhos

2007 Julho 30

Ruben Valle Santos

quarta-feira, agosto 22, 2007

Ternura...(8)

Continuando com o proposto, aqui estou a partilhar as palavras de...


Pintura de Sally Rosenbaum


A Menina Marota, julgo poder afirmá-lo sem receio de contestação, é hoje um dos nomes mais conhecidos da blogosfera em Portugal e mesmo em outros países, sobretudo no Brasil.

Para além do blogue que ostenta precisamente o nome “Menina Marota”, ela tem, pelo menos mais três, que eu lhe conheça:“Eternamente Menina” Poesia Portuguesa” e “Refúgio.” Por todos ela deixa um perfume de sensibilidade e bom gosto, quer pelo conteúdo quer pelo grafismo, simples, discreto, mas sempre elegante, e pela excelência das fotos com que ilustra os textos e perfeita adequabilidade ao sentido de cada um.


Sendo poeta de fina sensibilidade e rica inspiração, é sobretudo, na divulgação dos poemas dos outros que mais se empenha através seus vários blogues. Nomes grandes da poesia portuguesa mas também, e isso é o mais extraordinário, poetas desconhecidos que debutam em outros blogues – seus potenciais concorrentes - eu diria.


Presta assim um alto serviço à cultura portuguesa e funciona, no caso dos autores menos conhecidos, com uma espécie de Mecenas. Não através de subsídios ou Fundações mas através de um apoio encorajador a cada um deles, quer pela divulgação dos seus poemas, quer pelos equilibrados e generosos comentários que sobre eles emite.

Além desses comentários nos seus próprios blogues, a Menina Marota (não sei onde vai arranjar tempo e paciência para tal) percorre infatigável a blogosfera, semeando comentários nos blogues dos outros, apoiando, acarinhando e estimulando os autores dos textos que lhe agradam, o que é um enorme incentivo para gente como eu, por exemplo, que apesar do meu apreciável número de anos nunca me tinha atrevido a partilhar os meus escritos, especialmente no que à poesia se refere.


Enfim, uma grande Senhora da blogosfera, a Menina Marota

António Melenas



Gaia-Porto (Rio Douro), Foto de Carlos Silva


A ti, Otília, só te quero desejar uma longa vida transbordante de momentos de felicidade.
Chega, não chega?
da Maia para Gaia
António

segunda-feira, agosto 20, 2007

Ternura...(7)

Dwight Yoakam

"Dez e trinta

Somos a morte abandonada na paisagem definhando de testa franzida sem partilharmos segredos. Nem os segredos nem nada. Não passamos de vis ilhas narcísicas contemplando o deserto do umbigo.

A franja rebelde de cabelo que desliza para a testa – franzida – parece querer apoquentar a inexistente tranquilidade, cobrindo o olho direito. Pala entre as palas que se avolumam frente ao olhar impedindo um ver mais além. Tudo se detém ali, raso aos olhos e aos fiapos de cabelo displicente que desafia o pente e a vontade.

O homem procura no mundo alguém de quem diante se possa curvar, e quando o consegue parece ter encontrado um consenso de aglutinação que o torna indigno, porquanto abdicou da sua individualidade, incapaz da solidariedade pura e simples. Regenera-se nesse último acto de indignidade, sobranceiro e displicente numa clara demonstração de incapacidade de ousar.

Dos lençóis guardam-se os aromas que o tempo não apaga. A rasar o céu o voo quase tonto das lembranças de mares azuis e de dias que não aconteceram.

Ana e Bela entretanto a vida passa ao lado qual paisagem observada de um comboio em andamento forçado e vertiginoso que nos dá a falsa sensação de movimento. Parados, assistimos ao movimento inverso dos dias e das noites que passam, e contudo, o comboio não saiu da velha estação onde o relógio continua a marcar dez e trinta. Porém, a paisagem desfila ante os olhos e mesmo o apeadeiro de homens começa com lentidão arrepiante a ficar para trás numa lógica que não se entende. Os verdes são quebrados pelos castanhos de terra infértil, um casario perdido em nenhures, um ou outro ser humano, pequeno, pequeno, estrangeiro dele mesmo, buscando nada no depósito dos resíduos humanos despojados e abandonados nesse deserto infinito que somos cada um e todos.

De [ti] resistem os aromas e o murmúrio de um adeus inusitado. Tão fortes que não permitem o avanço. Prisioneiro de [mim] na pequena e ignota estação de comboio parado e relógio que continua a marcar dez e trinta.

O saber-se que a morte [nos] abandona mortos na paisagem também morta e na vulnerabilidade dos sulcos abertos em rostos e rasgos na alma. Incuráveis.”
In "Insónias e Afins"
De A Pinto Correia, para a Otília, “menina marota” que tudo tem feito pela divulgação dos novos talentos que as editoras desprezam.
Porque tens prestado um serviço público inestimável à cultura, um grande obrigado, Otília, “menina marota”

quinta-feira, agosto 16, 2007

Ternura...(6)

Fotografia de Spiritus Lúpus


Obrigado pela oportunidade, de poder expressar toda minha Admiração, Carinho e Respeito, por esse maravilhoso Ser Humano, dona de um Coração imenso, sempre cheio de Amizade e Alegrias, que se chama Otília Martel.
Quero desejar neste dia, toda a Felicidade do Mundo, com muita Saúde, Paz, Lúz e Flôres; e muito sucesso.

Com carinho meu beijinho.

Spiritus Lúpus

Imagem de Isabel Filipe


No MENINA MAROTA ganha-se...
Ganha-se optimismo. Ganha-se respeito. Ganham-se memórias. Ganha-se a mania de estar presente. Ganha-se a tremedeira do costume pela existência de um novo post. Ganham-se horas de conversa. Ganham-se momentos importantes. Ganha-se o prazer de estar num lugar sempre com as portas abertas. Ganha-se o norte e o sul. Ganham-se lágrimas de alegria. Ganha-se a vontade de chorar mesmo à frente de toda a gente. Ganha-se voz. Ganha-se um lugar sempre reservado em frente ao computador. Ganha-se cabeça quando nos deitamos às tantas para não perdermos uma vírgula. Ganha-se juízo. Ganham-se dias de vida. Ganham-se vitórias... sempre. Ganha-se porque aqui pode-se ganhar sempre. Ganha-se com fair play. Ganha-se o que tantas vezes é o mais difícil de perder: a humildade. Ganha-se um lugar na história. Aqui não perdemos nada...Só temos a ganhar!
Parabéns MENINA MAROTA.

Beijos

Carlos Tavares

segunda-feira, agosto 13, 2007

Ternura...(5)

Pintura de Karl Albert Buehr


Porque ternura também é amor,


Parei para te ver
(de fronte)
para te desenhar
(ao pormenor)...

Só me falta um traço
( num único esboço que faço)
e
cor…

Espero que a gaivota passe
e
pinto o perfume da fonte que nasce,
esculpida na alma d'uma flor…

Só me falta um passo
para dizer "amor"…

Coisa simples,
um pouco de terra,
um beijo semente
sete lágrimas ( uma de cada cor,
sem dor)
e
sol
suave, quase ternura…

Simples
esta escultura
gravada em pedra pura...

Só me falta um traço
e
cor…


Do amigo Zé (almaro)



Conchinhas da Clarinda Galante


Voo com o meu pensamento nos tempos …
Na ânsia de aperfeiçoar os sentimentos mais profundos,
Que moram no meu coração;
O Amor…


Para ti, vai o meu carinho e respeito

Que sejas feliz hoje, amanhã e sempre.


Zezinho Mota

quinta-feira, agosto 09, 2007

Ternura...(4)

Continuando com o proposto, aqui estou a partilhar as palavras de...


Do Portugal Profundo, sinto a Menina Marota como alguém com uma íntima e transbordante ternura que desemboca na preocupação social, no cuidado com os outros. A ternura pessoal torna-se em preocupação com a comunidade. Num círculo virtuoso, a emoção particular provoca a atenção com os outros, a solidariedade, a cidadania, a responsabilidade com os demais, além da família e dos amigos.

Creio que é por causa dessa emoção e solidariedade, incontidas, que o blogue há-de ter nascido. Uma vontade de abrir uma janela sobre a comunidade, de onde se soltem as angústias com os problemas do mundo e se exponha a vontade de melhorar a vida dos outros. Nas palavras que se teclam, vai uma convocatória para a solidariedade colectiva. Nesse entusiasmo jovial, a Menina Marota realiza esse caminho altruísta e, creio, também se realiza a si própria e aos que a envolvem. E, já que de blogue/vida se trata: que dure!
Parabéns!


António Balbino Caldeira
Portugal Profundo




Menina Marota


Um misto de menina e mulher
De mãe e de filha...
De sons, pensamentos
Envolvidos...
Numa força...
De eterna vontade de crescer...
Num clima de outono
Se manter...
Acima das cores: vermelho, amarelo, marrom
Enternecer...
E nessa explosão de cores
Piano, violinos...
Mágicos...
Vão me deixando te ver
Que além...
Muito além do que escreves
Marota menina,
Existe um ser
Belo e sincero,
De quem não se pode esquecer...


Feliz Aniversário!!!

    Beijos!!


                               Leila Bosquerolli

segunda-feira, agosto 06, 2007

Ternura...(3)

Continuando com o proposto, aqui estou a partilhar as palavras e a arte de...


Cidade do Amor, pintura de Isabel Magalhães


Não sou muito assídua nos blogs da menina_marota, por absoluta falta de disponibilidade, mas todas as semanas trocamos alguns e-mails, ou com fwds de assuntos que consideramos de interesse mútuo, ou com palavras de apoio para 'coisas' pontuais, e aprendi a conhecê-la e a vê-la como uma pessoa extremamente terna, humana, solidária e atenta ao mundo em redor. E como a minha área não é a escrita mas a pintura, só tenho para lhe dedicar, além dos sinceros votos de um FELIZ ANIVERSÁRIO e de uma VIDA FELIZ, uma tela nos AZUIS do mútuo contentamento.

Um grande beijinho de PARABÉNS, Querida O.

Isabel Magalhães




Um poeta encontra a maior das compensações ao escrever um poema.
E quanto mais impessoal for aquilo que pretende expressar nos seus versos, quanto mais intemporal for o que com eles procurar transmitir, maior dimensão a Poesia adquire e mais universal ela se torna.
É isso que, como fiel leitor teu, como incondicional admirador da tua Poesia, procuro sempre naquilo que de tão belo sabes transmitir

Para a OTÍLIA
Com um carinhoso beijinho de parabéns
pelo seu aniversário


Carlos Ferreira

sexta-feira, agosto 03, 2007

Ternura...(2)

Pintura de Mark Shasha


Eternamente menina
Assim serás
Eternamente menina de chapéu azul
A proteger os cabelos ao vento
Numa praia qualquer…

Das tuas mãos saem cascatas de letras
Que distribuis mansamente
Sem querer receber nada em troca…

Apenas e pelo simples prazer de dar

E ser generosa
Eternamente menina
Que o sol te aqueça o coração…



Piedade Araújo Sol




Hoje, mais um ano de "menina"
"marota", quanto convém
Com M grande se assina
Num espaço que é seu também.
Do Refúgio, sai por vezes
Mostrando seu grande dom
Dos poetas portugueses
No "Poesia" revela,
tudo quanto há de bom.

Deixa neste mundo virtual
Tanta partilha e saber
E no mundo que é real
Grande MULHER mostra ser.


Parabéns AMIGA


Helena Domingues

quarta-feira, agosto 01, 2007

Ternura...(1)

Na continuidade do post anterior e cumprindo a promessa feita, aqui estou em agradecimento aos seus autores, a partilhar convosco a dádiva que deles recebi.






Para ti, Amiga, neste dia especial, com os votos
sinceros de um caminho pleno de Luz e Alegria:



Um jardim, uma rosa, um lago.
És um oásis na cidade fremente
Que passa do outro lado
Entre muros, asfaltos, mas presente.

Jardim de aves levíssimas
Musicado de verde.
És um relógio, suspenso.

Rosa irisada pelo sol doirado
Solitária na cadência do dia.
És a palavra nua, infinda.

Lago azul de dançantes seres
Vogando em pontes, laços, abrigos.
És água de serenos sorrisos.

Que somente
Sob a fragilidade do tempo
Tudo vês e tudo sentes.

És a sensibilidade isolada
Por entre a cidade correndo.


Um bjinho grande da

Amita (Fátima Fernandes)