quarta-feira, junho 07, 2006

... e por falar de Amor...

Imagem daqui


Oh, meu amor,
É vão o teu desejo
de eu ficar indiferente,
calada, magoada.
O nosso amor,
o meu amor,
foi doçura,
foi loucura,
frenético,
alucinante.
Soube à aragem
de pinheiros,
à brisa do mar,
à velocidade da distância,
que percorreste sem pensar.
Esquecer-te?
Esqueceres-me?
Jamais será possível!
Quer queiras ou não,
viverás na saudade de
um Amor feito de palavras,
de sons,
do meu olhar
no teu olhar,
de corpos suados,
de beijos molhados
do teu corpo,
dentro do meu.
Esquecer-te não será fácil.
Esqueceres-me também não!
E sempre que a luz
vermelha se acender,
vais pensar que sou eu,
porque o teu coração,
quer queiras ou não,
lembrará sempre
esta paixão e
um Amor que foi teu.


(memórias minhas...)

20 comentários:

Anónimo disse...

Já li isto ... ou já senti isto?

As rectas no infinito confudem-se ...

Há afectos eternos!...

Maldita aquela luz vermelha ...

zmsantos disse...

O fogo do amor, quando se apaga, deixa sempre uma brasa incandescente no seu lugar, e um vazio impossível de preencher no molde em forma de coração que lhe deu a graça.

Como sempre, adorei.

Abracinhos, Menina...

Belzebu disse...

È assim, não há tempo que apague aquilo que de mais profundo o coração produz!

Mas atenção á luz vermelha! Pode estar a pedir a revisão!

eheheh! Um bj das profundezas!

Saudações!

Isa&Luis disse...

Olá menina,

Gostei muito de ler o teu grito de amor.

A musica é linda doce.


beijinhos

Isa

Anónimo disse...

As memórias tuas, são também as minhas ... que mais têm elas lá guardadas?

Conta-nos mais ... mesmo com luzes vermelhas!!!

Anónimo disse...

O amor!!! Não é uma coisa maravilhosa???com ou sem luz vermelha é sempre maravilhoso!!!
Gosto das tuas memórias... que afinal são um pouco de nós também.
:-)

MC

maresia_mar disse...

OLÁ Menina,
as tuas memórias contadas como tu o fazes são fantásticas... o amor pintado em palavras..Bjhs e espero que estejas bem

http://suinoecultura.blogs.sapo.pt disse...

Hoje é dia de comentar, por isso aqui estou. Pois, lá está, essa coisa a que chamam de amor é pior que uma valente gripe. Primeiro que nos livremos dela é uma carga de trabalhos! Andamos ali de pingo no nariz, com tosse convulsa e olhos congestionados e não há meio de nos vermos livres da carraspana. Ou melhor, dessa coisa do amor que é praticamente a mesma doença, digo eu. Óptimo texto sobre amor, ou será de saudade? Ah, bem me parecia que ia tudo dar ao mesmo... Obrigado.

gato_escaldado disse...

um poema inspiradíssimo. sensual e delicado, como tu sabes! beijos

RPM disse...

um beijo de amizade e que esse amor se estenda por muitos anos...

abraço

RPM

ÍntimoSedutor disse...

Um grande amor querida,
nunca se esquece mesmo
que atravesses a eternidade...
Beijos...

Áurea disse...

Este poema belíssimo, faz-me reviver memórias minhas também...
Parabéns Menina Marota pelas memórias tâo inspiradoras e sedutoras!

lique disse...

Há amores que nos marcam para sempre. Impossível a indiferença. Lindas, as tuas memórias!
Beijinhos

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

há pessoas e momentos que ficam para a vida...
beijos e bom fim de semana

herético disse...

um poema muito belo. ressumando de ternura...

A Rapariga disse...

deitado na cama, a fingires que lês, a tentar espreitá-la enquanto se limpa com a toalha, a veres um relance de tronco, uma nádega, carne branca, deseja-la ainda...

Olá, menina

Tens a poesia no sangue

beijos e bom fim de semana

Anónimo disse...

Sinfonia em Sol Maior

Oh, meu Amor, nas noites de insónia..
É vão o teu desejo, quente, do meu beijo...
e, igualmente vão o desejo,
de eu ficar indiferente, ao chamamento,
ardente do coração!
Calada, magoada...
os sentimentos em turbilhão...

O nosso amor, jamais esquecido,
o meu amor...o teu amor, nesta teia que nos une...
Nos funde e confunde ...

Foi doçura, é plenitude.
Amadureceu...
Foi loucura. É loucura!
O (re)encontro de um "EU"

Frenético, tantas vezes patético,
alucinante!...delirante...
Soube há aragem, algo selvagem,
de pinheiros, agrestes, da selva...

À brisa do mar, à seiva das plantas...
À velocidade da distância, ao lugar...
que percorreste sem pensar...
Sem saber... que existia, sequer!

Esquecer-te? Não ouso!
Esqueceres-me? Jamais!...
Jamais será possível!
Quem ama não esquece!...
Reconhece...
O homem do espelho... à noite, ao luar!

Quer queiras ou não, a verdade aparece...
Viverás na saudade de - de nós...

Um Amor feito de palavras,
de nós, e amarras,
de sons... de doces afagos, nos gestos vagos...
parados, na ética imposta ...

E...

Do meu olhar, de negrume,
no teu olhar...maresia.. perfume.
De corpos suados, de tão desejados...
de beijos molhados...calados... não dados.

Do teu corpo, em pensamentos,
dentro do meu... colado!
Fundido... Um só.
Sexto sentido..
(Re)encontrado de si...
De vidas passadas... de outros momentos.

Esquecer-te não será fácil. Não ouso tentar!
Esqueceres-me também não! Não queres ...

E, sempre que a luz do poente,
vermelha se acender, lá longe no final do dia,
vais pensar que sou eu, (e sou)...
Porque o teu coração, conhece...
quer queiras ou não, aquele que ama ...

Lembrará sempre, o encantamento,
desta paixão, e de cada momento,
de um Amor que foi teu!...
Que jamais se perdeu...

Porque habita para além do Céu....
Na Montanha mais alta da convicção.

(Sinfonia a Quatro Mãos) a publicar um dia ...

Anónimo disse...

Prece a dois

Deixa que regresse, a passos mansos...
Atravesse este roseiral, esquecido dos tempos!
Onde apenas os espinhos, trincados na nossa pele,
Sobrevivem, persistem! Magoam...
E encontra-te depois, e agradece!

Como rosa lenta e suave, o puro milagre do reencontro!
Que perdure na minha pele, o teu cheiro, o teu mel!
O tempo, de uma vida não chega... Quero mais....
Deixa que regresse, e nesta, a que vivemos,
te acaricie, te beije, uma e outra vez, horas sem conta...
Que lhe impeça a velhice... de nós tomar conta!

Deixa sobre ti, pelo menos num só momento,
Abrirem as mãos, soltarem-se amarras...
Nas mãos de ti!
E vive!
Um rasgo de horizonte sem céu – sem tempo..
Puro sentimento...Alquimia, Magia, Ternura.
Que não haja regra, nem limite.

Nas mãos esta perdição de saber que vaguemos,
sem controle na ilusão,
De não saber prender-te, sem por um só momento te ter! Para sempre.
Entre os dedos, entre os meus seios, amarrado... o teu corpo, rosa...
Como cordas...

Mas Deixa que regresse, que me faça alvorada em ti,
Por instantes apenas. Por um segundo que seja.... Mas deixa!
A essa tranquilidade... que pressinto, no fundo dos teus olhos.
O sitio onde encontramos as palavras – são o nosso Mundo!
E a força de as dizer – num código mudo.
Audíveis palavras – só aos ouvidos dos amantes!
Que não fraquejam -, que não hesitam...
Perante o medo, o medo maior que tudo,
De se espelhar nesses olhos teus – tal maré em dia de lua cheia.

A realidade inolvidável, dos contornos visíveis do teu sangue...
Deste espinho sobrevivente – cravado a quente, na pele das nossas vidas.

No roseiral, onde não há rosas. – Apenas Sonhos.
Deixa que regresse, e de nós, do nosso amor, se faça prece!
(Sinfonia a quatro mão) – Um contributo. Rezo agora esta prece...

jorgesteves disse...

palavras enroscadas de ternuras...

amizade,
jorgesteves

Teresa David disse...

Além de ter gostado deste poema que li que com o enternecimento que sempre nos povoa, a quase todos, ao esbarrar com palavras de amores, apesar do meu real suicídio nessa área, quero também agradecer o poema do Al berto que encontrei no seu comentário no meu blog e mto apreciei. Não o conhecia, confesso até, que há mto tempo que não lia nada do Al berto, poeta que sempre considerei intermitente nas coisas que produziu, pois algumas mto me agradaram e outras não tanto, mas deste poema gostei.
Um abraço
Teresa David