sexta-feira, maio 19, 2006

Olha-me...


Imagem de Isabel Filipe daqui


Olha-me bem, amor, olha-me assim,
com a ternura desse olhar profundo,
como clarão astral dum novo mundo
em que meu olhar se perdeu em ti.

Algas verdes dum mar que não tem fundo,
esse olhar são as flores do jardim
do meu amor, do grande amor fecundo,
que encontras a chorar dentro de mim.

Não sentes tu a magia de um beijo meu
quando docemente fito os olhos teus
que o amor é grande como um oceano?

E quando morre o sol e a noite vem
escuto o silêncio e a voz do tempo
e a dor que a minha alma tem.


(memóras de mim...)

36 comentários:

polittikus disse...

Gostei do poema. Recordações????

maresia_mar disse...

Olá amiga,
quando a alma dói é uma grande chatice mas também faz o poeta escrever poemas maravilhosos.. Mais um lindissimo escrito teu, amei e então a música?? belissima... Bom fim de semana com muito do nosso mar à mistura. Bjhs

manuel disse...

Adorei ler o poema. Um soneto muito bem construído. Beijos

wind disse...

Já aqui tinha escrito que gosto mais quando editas algo teu:) beijos

Passo disse...

:) belo poem ate da vontade de nos perder-mos em tal olhar, em tais paçavras nese oceano intenso q faz doer a alma :)

Pamina disse...

Olá,
Concordo com o Manuel. Um soneto muito belo e muito bem feito. Já sabes que também gosto de ir conhecendo as tuas memórias.
Desejo-te um bom fds. Beijinhos.

JL disse...

Bonita memória. Apaixonada! Um beijo

Era uma vez um Girassol disse...

Adorei, Marota!
Muito bem escrito, até me arrepiei!
Beijinho

Alvaro Gonçalves disse...

Oi amiga,

Adorei!!!
Simples, mas cheio de emoção, emoção essa que toca fundo no coração.
Obrigado por partilhares tuas memórias connosco.
Desejo-te um fim de semana maravilhoso e uma semana ainda mais gostosa cheia de luz em teu coração.
Bjokas mil e xi - corações.

menina graça disse...

Gosto quando reavivas essas tuas memórias. Um poema muito belo. Beijos

Anónimo disse...

Olá, esse poema é tudo. Muitas vezes quem amamos olham mas não nos vêem. Escutam mas não nos ouvem. Querem e nos possuem mas não nos sentem. E isso faz toda a diferença.
Mila Reis

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

Adorei ler cada uma das palavras, o poema é lindo.
Beijos e bom domingo

AlucarD disse...

olá :)
o teu blog está lindo!!
e este post espectacular...
gostei..
vou voltar!!
beijos

herético disse...

Deixo um beijo. Gostei de ler o teu poema

lena disse...

ler-te encanta-me, este soneto é lindissimo

menina linda como escreves bem

a tua poesia tem muita emoção e faz-me sentir, perdi-me no olhar

beijinhos muitos doce menina. é muito bom ler-te, não me vou cansar de o dizer

um abraço com carinho

lena

Manel do Montado disse...

(...) Não sentes tu a magia de um beijo meu
quando docemente fito os olhos teus (...)

Há excelentes espaços que frequento e que busco na demanda de um saciar de ideias e emoções renovadas e algumas novas. Aqui, neste escorrer literário de uma menina que põe em papel virtual a tradução dum sentir, as palavras ganham calor na frigidez do plasma e os sentimentos voam na busca do encontro de emoções perdidas.
Tu és um desses locais que me fazem sentir assim…
Boa e serena tarde.

zmsantos disse...

Menina Marota, fizeste com que os meus olhos se abrissem, estrada repleta de emoções, levada direitinha ao coração, pelas tuas palavras.

Afinal que escreves tu? Com quem escreves tu? Que pacto será esse, que até o meu Orfeu desconhece?

© Piedade Araújo Sol disse...

Menina

Belo soneto!!!

Bela música de fundo!!!

hala_kazam disse...

"E quando morre o sol e a noite vem
escuto o silêncio e a voz do tempo
e a dor que a minha alma tem… "


sem palavras possiveis...tudo o que sinto está nessas tuas palavras...


*beijos*

amita I disse...

Olá MM. Adoro ler estas tuas "memórias" espalhadas no tempo. Transmitem a profundidade de sentimentos na ternura suave das tuas palavras.
Com carinho te mando a flor da amizade.
Um bjo e uma boa semana

Amita disse...

Pela beleza da saudade em algas verdes do soneto, regressei por outro lado para te reler.
Bjinhos, amiga, e uma semana de sorrisos doces

Barão da Tróia II disse...

Lindo. tou sem fôlego.

maresia_mar disse...

Olá, deixo-te um beijo com cheiro a maresia, daquela de Miramar ah ah.. Bjhs amiga

Áurea disse...

Memórias muito inspiradoras, que refletem grande sensibilidade e sentido estético, transformando-se em poemas lindos e inéditos!
Obrigada Menina_Marota, pela partilha dessas memórias, seja em prosa ou poesia...
:)

Belzebu disse...

È um hino á luz e a tudo o que ela nos proporciona!
E essa busca leva-nos ao devaneio e a momentos de inspiração aqui tão bem espelhados!

Saudações!

Peter disse...

Versos belos, poderosos, de um amor profundo.
Chegaste a comprar o livro da Analu?
Vi a tua foto (de costas), mais a da "Amita", no lançamento do livro do cunhado do Zé.
Obrigado por me teres dado a conhecer o blog de Isabel Filipe. É belíssimo e, por isso vou inclui-lo nos n/links. Sempre fica mais à mão.

Carlos disse...

Sem meias palavras
perguntas-me o que quero
e eu, como gata selvagem...
Digo-te tudo o que queres saber
Mas antes...engulo-te inteiro
Sem nada te dizer.

Lumife disse...

Conjugação perfeita poema-música. Apetece estar aqui muito mais tempo.

Tens ums saudação no "Beja"

beijos.

AS disse...

Querida Marota...
Belissimo poema... que ganha vida quando morre o sol e a noite vem!...

Um abraço

Delfim Peixoto disse...

Um poema, uma canção, uma música...
É bom voltar aqui!
bjnhs doces

Doces Momentos disse...

revi-me na letra deste poema.
Um beijito muito doce amiga.

espelhodesombras disse...

Olá Menina Marota, gosto do que escreves, tens a vei pode ter certeza...beijos

Isabel-F. disse...

Olá...

Só para te dizer que escolhi o titulo que havias proposto para o meu Post de 6ª feira passada ...

Beijinhos

Anónimo disse...

Nice colors. Keep up the good work. thnx!
»

Anónimo disse...

Olha-me bem, amor, olha-me assim,
Olha-me para além de mim,
com a ternura desse olhar profundo,
Que suplica, consome, devora...
como clarão astral dum Novo Mundo,
adivinhado, desejado, sentido
em que meu olhar se perdeu em ti,
E de novo se (re) encontrou .

Algas verdes dum mar que não tem fundo,
Ou deles serei eu o fundo, o negrume, a dor?
Esse olhar são as flores do jardim,
Éden proibido, são a razão,
do meu amor, do grande amor fecundo
Que multiplica, crescendo a cada segundo...
que encontras a chorar dentro de mim
Nas palavras contidas, por dizer “Amor”.

Não sentes tu a magia de um beijo meu,
(e eu não sinto o teu?)...
quando docemente fito os olhos teus
e num só tempo, devoro, consumo...resgato, afago,
desejo, revejo... imagino, sonho...
Não vês, não sentes,
que o meu amor é grande como um oceano?

E quando morre o sol e a noite vem
na solidão de uma casa cheia...
escuto o silêncio e a voz do tempo
e de ti vazia,
e a dor que a minha alma tem…
que vem de longe, atravessou mil vidas
e te encontrou nas horas mortas do cair da tarde...
E te levou de novo... Regressa!
(Sinfonia a quatro mãos)

As artes da Cláudia disse...

OLA ADOREI OS POEMAS ....MAS APAIXONEI-ME PELA ESTA IMAGEM.SERIA POSSIVEL MANDAR-ME ESTA IMAGEM PARA claudiapegado@hotmail.com

obrigada